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domingo, 22 de maio de 2011

Papo de Quadrinho viu: Thor: Contos de Asgard

Esta animação, lançada diretamente para DVD e Blu-Ray nos Estados Unidos dia 17, é a segunda da Marvel na rabeira da estreia do filme Thor.

Diferente da primeira, Thor e Loki: Blood Brothers, não adapta diretamente nenhum arco de história ou minissérie dos quadrinhos. Em vez disso, toma emprestado o nome Contos de Asgard de uma série de histórias curtas produzidas por Stan Lee e Jack Kirby e que apresentava fatos da cronologia Thor anteriores a seu exílio na Terra.

Thor: Contos de Asgard, o desenho, faz o mesmo e concentra-se numa aventura do jovem Deus do Trovão e seus amigos em busca da lendária espada de Surtur na terra dos Gigantes do Gelo.

Pelos trailers divulgados e pela época em que se passa a história, dava a impressão de que o desenho iria adaptar a minissérie Thor: Filho de Asgard, de 2004, escrita por Akira Toshida e desenhada brilhantemente pelo brasileiro Greg Tocchini. Antes tivesse sido.

A nova animação da Marvel tem qualidades. A direção de Sam Liu (das ótimas All-Star Superman, LJA: Crise nas Duas Terras e tantas outras da DC) garante o ritmo e a qualidade técnica.

O “problema” de Contos de Asgard é de publico-alvo. Da mesma forma que a HQ Filho de Asgard, o desenho é sobre uma aventura de crianças; diferente dela, é uma aventura PARA crianças. Isso fica evidente principalmente na opção pela estética dos animes e pelas gags inocentes.

Fica claro que a intenção da Marvel com esta animação foi fazer a ponte entre o público infantil e o Thor do cinema. O elenco principal, além de Thor, Loki e Odin, tem Fandral, Volstagg, Hogun e Sif (e nada de Balder); os adversários dos jovens guerreiros são os Gigantes do Gelo; e Loki, ainda sem conhecer sua origem adotiva, é o melhor amigo de Thor.

É por isso que o “problema”, aqui citado, está este entre aspas. Se o leitor aprecia este tipo de trama descompromissada e pueril, certamente vai gostar de Contos de Asgard; se não, certamente seus filhos e sobrinhos gostarão.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Veja o trailer do novo desenho do Lanterna Verde

Green Lantern Emerald Knights será lançado 7 de junho em DVD e Blu-Ray, dias antes da estreia do longa-metragem no cinema.

O desenho vai mostrar a formação da Tropa dos Lanternas Verdes a partir da história individual de seis integrantes.

domingo, 14 de novembro de 2010

Papo de Quadrinho viu: Superman/Shazam – The Return of Black Adam

A mais recente animação da DC/Warner faz parte da série de curtas DC Showcase – aqueles que vêm acompanhando os desenhos lançados diretamente em DVD pela produtora.

Superman/Shazam, porém, será a animação principal de um DVD que reúne todos os curtas anteriores – Espectro, Jonah Hex e Arqueiro Verde. Por isso mesmo, tem o dobro de duração, 23 minutos.

O desenho apresenta a origem de Shazam, um garoto órfão de coração puro, Billy Batson, que vem sendo entrevistado pelo repórter Clark Kent, alterego do Superman. Eis que surge Adão Negro, disposto a matar a criança.

Com a ajuda de Superman, Billy foge para o metrô e inesperadamente acaba numa caverna, onde o mago Shazam explica que Adão foi um antigo escolhido que se voltou para o mal. Billy é eleito o novo protetor da Terra e volta, superpodeoroso, para enfrentar seu inimigo.

O lançamento mantém a qualidade das animações anteriores e, dentro da série Showcase, assemelha-se mais ao desenho do Arqueiro Verde que aos outros dois – mais adultos e violentos.

Superman/Shazam é quadrinho puro. As cenas de luta dos dois super-heróis contra Adão Negro são espetaculares, com direito até a uma participação especial do tigre falante Tony.

O DVD DC Showcase Original Shorts Collection, reunindo os quatro curtas, foi lançado nos Estados Unidos no último dia 9. Se chegar ao Brasil, será uma oportunidade de os brasileiros assistirem a estes desenhos já que, por aqui, os longa-metragens foram lançados pela Warner em versão simples, sem os curtas como Extras.

sábado, 23 de outubro de 2010

Papo de Quadrinho viu: DC Showcase: Green Arrow

O curta animado faz parte da série que a DC/Warner vem incluindo como extras em seus desenhos lançados diretamente par DVD/Blu-Ray.

Este em questão veio junto com o mais recente lançamento, Superman/Batman: Apocalipse, e, como é um curta, vou dar-lhe uma definição ligeira: oito minutos de pura adrenalina.

O Arqueiro Verde vai buscar sua namorada Canário Negro no aeroporto e se vê obrigado a salvar a vida de uma jovem princesa em visita a Star City. Além de terroristas comuns, enfrenta ainda dois velhos conhecidos: Merlin e Conde Vertigo.

A arte é ótima e a narrativa idem, com ação do início ao breve final. DC Showcase: Green Arrow ainda tem a vantagem de não ser carregado com as altas doses de violência dos curtas anteriores, Espectro e Jonah Hex.

O único problema é que, no Brasil, os longas da DC vêm sendo lançados sem os extras. Então, o jeito é recorrer à Internet. Não é difícil de encontrar o desenho para download e vale muito a pena. Experimente.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

30 Dias de Noite: Dias Sombrios sai direto em DVD

Nota de autoria deste autor publicada originalmente no site Bigorna

Os fãs dos filmes de vampiros – não daqueles feitos para adolescentes, mas do tipo “sangue espirrando na tela” – podem se alegrar.

A Sony acaba de anunciar a chegada do DVD e Blu-Ray de 30 Dias de Noite: Dias Sombrios, baseado na HQ homônima de Steve Niles e Ben Templesmith.

É a segunda parte da saga iniciada nos quadrinhos que chega às telas. A primeira, 30 Dias de Noite, foi lançada nos cinemas em 2007. O fraco desempenho nas bilheterias – apenas US$ 30 milhões em solo americano – deve ter influenciado a decisão da Sony a lançar a continuação diretamente para consumo doméstico, tanto aqui quanto no resto do mundo.

A trama se passa um ano após os acontecimentos da primeira parte, quando um bando de vampiros barbarizou a cidade de Barrow, no Alasca, aproveitando o fato de que, durante o inverno, a luz do Sol se ausenta completamente durante um mês.

Agora, Stella Oleson vai a Los Angeles atrás de vingança – em Barrow, seu marido, o delegado Eben Oleson, precisou sacrificar-se para pôr fim à matança dos vampiros. A vilã da história é Lilith, poderosa sanguessuga responsável pela chacina no Alasca.

Quem acompanha a saga 30 Dias de Noite pelos quadrinhos sabe que, no futuro, o nome de Stella Oleson vira quase uma lenda como a mais competente caçadora de vampiros.

A primeira adaptação para o cinema, a de 2007, guarda o mérito de ser uma adaptação bastante fiel da HQ de Niles. Resta saber se as mudanças desta sequência vão manter o pique. Niles continua como roteirista do filme, o que pode ser uma garantia de qualidade.

O diretor David Slade foi substituído por Ben Katai, que tem no currículo duas séries para TV baseadas em 30 Dias de Noite. Stella também foi substituída: sai Melissa George e entra Kiele Sanchez (que contracenou com Rodrigo Santoro na série Lost).

Num primeiro momento, só os felizardos donos de aparelhos Blu-Ray poderão em adquirir Dias Sombrios. Segundo a assessoria da Sony, o DVD chega às lojas só daqui a uns três meses.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Papo de Quadrinho viu: Superman/Batman - Apocalypse

O mais recente lançamento da DC/Warner para consumo doméstico (DVD e Blu-Ray) é uma adaptação bastante fiel do arco de história The Supergirl from Krypton, de Jeph Loeb (roteiro) e Michael Turner (arte), publicado originalmente em 2004 nas edições 8 a 13 da revista Superman/Batman (por aqui, saiu em Superman & Batman 1 a 4, em 2005).

Na trama, já conhecida, Batman investiga a queda de uma nave na baía de Gotham e descobre que ela trouxe uma garota com poderes semelhantes ao do Superman. Logo, fica claro que trata-se de Kara Zor-El, uma nativa do planeta Krypton e prima do Homem de Aço.

A história explora as diferenças de personalidade entre o sombrio e desconfiado Batman – que teme pelo uso indevido dos poderes de Kara por algum inimigo – e de Superman, que acredita imediatamente na versão da jovem e tenta integrá-la à vida na Terra.

Os acontecimentos seguintes mostram que Batman tinha razão: Darkseid, tirano do planeta Apokolips, manda sequestrar a menina para servir de comandante de seu exército. Batman, Superman e Mulher-Maravilha, acompanhados de Grande Barda, antiga serva de Darkseid, partem para o sombrio planeta a fim de resgatá-la – quaisquer que sejam as consequências.

Como toda adaptação, Superman/Batman: Apocalypse promove mudanças em relação ao quadrinho que lhe deram origem: algumas passagens são praticamente eliminadas enquanto outras, expandidas (exceto o final, que é bastante diferente da HQ).

Para sorte dos fãs, as cenas mais caprichadas são as de luta. O combate da “Trindade” contra um exército de Apocalypses na Ilha Paraíso, e o da Mulher-Maravilha e Grande Barda contra as Fúrias na arena de Apokolips estão entre os melhores momentos da animação. Mas nada supera o ritmo vertiginoso da batalha final em plena Smallville.

Por outro lado, a trama estica um pouco demais os momentos “família” entre os primos de Krypton e acaba por imprimir um tom mais sentimental, quase piegas, à trama.

A impressão que se tem é que a DC quis amenizar um pouco o clima de suas animações depois de vários lançamentos na linha “desenho para adultos” – especialmente o soco no estômago que foi Batman Contra o Capuz Vermelho – lançamento imediatamente anterior a este.

No cômputo geral, Superman/Batman: Apocalypse é um desenho bacana e mantém o alto padrão de qualidade visto nas animações anteriores. Porém, na opinião deste editor, é o produto mais fraco desta linha de entretenimento da DC/Warner até agora.

Em tempo: estranhamente, o DVD, previsto para chegar ao mercado norte-americano no próximo dia 28, já está disponível para compra em sites brasileiros, inclusive com a versão dublada.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Novo clipe de Superman/Batman: Apocalypse

A mais recente animação da DC/Warner para consumo doméstico é uma adaptação do arco de histórias The Supergirl from Krypton, escrito por Jeph Loeb e desenhado pelo saudoso Michael Turner, e publicado originalmente na revista Superman/Batman 8 a 13, em 2004.

A trama gira em torno das investigações do Homem-Morcego sobre uma misteriosa jovem que aparece na baía de Gotham e que guarda grande semelhança com os poderes do Superman. O clipe abaixo mostra o exato momento em que a personagem se vê perdida e confusa num mundo desconhecido.

Superman/Batman: Apocalypse chega às lojas americanas dia 28 deste mês.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Papo de Quadrinho viu: Batman Under the Red Hood

A cada nova animação lançada pela DC/Warner fica mais difícil eleger a melhor. Isto porque o produtor-executivo Bruce Timm recusa-se a se render a um estilo bem sucedido e, em vez disso, faz a ousada opção criativa de saltar de um gênero para outro.

Há o experimentalismo de Gotham Knights, a ação sem pausas de Crise nas Duas Terras, a nostalgia de A Nova Fronteira, a nova roupagem das origens da Mulher-Maravilha e do Lanterna Verde... e há a violência de Under the Red Hood.

Assim como os anteriores, o novo desenho estrelado pelo Homem-Morcego foi lançado diretamente para consumo doméstico (DVD e Blu-Ray) e chegou às lojas americanas nesta semana.

Under the Red Hood é um soco no estômago. A história é baseada na minissérie homônima dos quadrinhos de 2005, e mostra como o segundo Robin, Jason Todd, foi cruelmente assassinado pelo Coringa e ressurgiu como a nova versão de um antigo vilão clássico, o Capuz Vermelho.

Para além da violência explícita e a grande quantidade de mortes, a animação é dotada de intensa carga dramática. Pela visão distorcida do renascido Jason, não basta combater o crime, é preciso controlá-lo a qualquer custo.

Implícita nesta lógica está a vingança contra seu assassino e contra o próprio Batman, que não teria punido exemplarmente (ou seja, com a morte), seu algoz.

O desenho é todo ótimo, repleto de flashbacks, e chega a ser emocionante assistir ao Homem Morcego atuando ao lado dos antigos Robins, Asa Noturna e o próprio Capuz Vermelho.

Mas o melhor mesmo está nas duas extremidades: a sequência inicial com a morte de Jason pelo maníaco Palhaço do Crime e o embate final, em que Batman é forçado a mostrar que é superior a seu ex-parceiro tanto física quanto moralmente.

Destaque ainda para a caracterização do Coringa, mais insano que nunca mas, ainda assim, na medida certa e sem os excessos que vêm sendo atribuídos a ele nos quadrinhos.

Ao final, Under the Red Hood deixa um gosto amargo na boca. Mas vale cada momento.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Mais uma cena da nova animação da DC

Não deu pra entender por que a DC/Warner liberou um trecho tão sem graça de seu futuro lançamento, Batman: Under the Red Hood. Diferente do primeiro clipe, que mostra o primeiro confronto entre Batman e o Capuz Vermelho, este traz uma cena introdutória sem maiores emoções.

Batman: Under the Red Hood é mais um produto da DC para consumo doméstico (DVD e Blu-Ray) e chega às prateleiras americanas no dia 27 deste mês. A animação é baseada na minissérie Batman: Under the Hood, de 2005, e marcou a volta de Jason Todd – o segundo Robin, morto anos antes pelo Coringa – como uma espécie de justiceiro implacável. Ironicamente, Jason assume o codinome do vilão que deu origem ao próprio Coringa.

Agora, uma curiosidade: quando surgiu nesta minissérie, Jason Todd trajava uniforme semelhante ao primeiro Capuz Vermelho, criado em 1951. Nas edições seguintes à sua aparição, o personagem adotou um visual mais “moderno”, este que aparece no clipe acima.

O roteirista Gabriel Billy (Libertas) publicou em seu blog uma comparação entre o visual atual do Capuz Vermelho e o herói nacional Homem de Preto, criação do paraibano Emir Ribeiro que data de 1976.

A semelhança é indiscutível. Alguém aqui acha que pode ter havido plágio?

quarta-feira, 17 de março de 2010

Astro Boy de 2004 sai em DVD

É difícil entender por que o longa animado do Astro Boy foi um fiasco NOS CINEMAS.

Desde que estreou nos Estados Unidos em outubro do ano passado – e em diversos países nos meses seguintes – a animação em 3D do clássico personagem de Osamu Tezuka arrecadou pouco mais de US$ 35 milhões nas bilheterias, muito aquém dos US$ 65 milhões investidos na produção.

Astro Boy é considerado o primeiro desenho animado produzido no Japão e precursor da prolífica indústria de animes daquele país. Baseado num mangá de sucesso lançado em 1951, o desenho do Astro Boy estreou na TV no início dos anos 60 e virou febre.

Dizer que o personagem é desconhecido das novas gerações também não explica muito. O desenho teve dois remakes, em 1980 e em 2004. É esta última versão que a Sony Pictures está lançando uma série de cinco DVDs, cada um com 10 episódios masterizados em alta definição, a um preço sugerido de R$ 19,90 cada.

A série de DVDs contempla os 50 episódios da única temporada que durou o desenho, exibido entre janeiro e junho de 2004 nos Estados Unidos e, no Brasil, a partir de junho do mesmo ano, pelo canal Cartoon Network.

terça-feira, 2 de março de 2010

Papo de Quadrinho viu DC Showcase: Spectre

O curta animado, com pouco mais de 11 minutos, vem como bônus no DVD/Blu-Ray Justice League: Crisis on Two Earths, lançado no final de fevereiro nos Estados Unidos.

Ao que tudo indica, a estratégia da DC/Warner com a série Showcase é testar a aceitação de personagens do “segundo escalão” antes de bancar produções mais ambiciosas (segundo escalão em termos, já que os próximos curtas anunciados são de Jonah Hex e Arqueiro Verde).

Spectre mantém o padrão dos demais desenhos da DC. Em termos de qualidade artística, até supera alguns. Mas o que chama mesmo atenção é o roteiro.

O policial Jim Corrigan, identidade civil do Espectro, investiga o assassinato de um magnata na ensolarada Califórnia. A punição dos culpados é exemplar, fazendo jus ao chamado Espírito da Vingança que anima o herói.

Curioso notar que, antes de “fazer justiça”, o Espectro leva suas vítimas ao limite da sanidade e dá vida a objetos inanimados para cumprir a sentença.

A explicação para a violência quase explícita do roteiro é simples: foi escrito por Steve Niles, autor da sangrenta série 30 Dias de Noite.

Mas o grande nome por trás desta pequena obra de arte mais uma é o produtor-executivo Bruce Timm. Enquanto a DC/Warner o mantiver em seus quadros, a Marvel vai precisar suar muito a malha colante para tentar se igualar.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Papo de Quadrinho viu Justice League: Crisis on Two Earths

A DC continua mandando muito bem nas animações produzidas diretamente para consumo doméstico (DVD e Blu-Ray).

Justice League: Crisis on Two Earths, lançado oficialmente hoje nos Estados Unidos, apresenta a melhor formação da superequipe – Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Flash, Lanterna Verde e Caçador de Marte – e se passa na fase da construção do satélite.

A trama: Lex Luthor é o único herói de uma Terra Paralela e viaja ao nosso mundo para pedir que a Liga o ajude a derrotar o Sindicato do Crime – a versão maléfica dos nossos heróis.

No mundo de Luthor, esse grupo superpoderoso comanda o crime organizado, intimida os cidadãos e conta com a omissão das autoridades. Mas eles querem mais; só não contavam com a resistência de Luthor nem com a agenda própria do Coruja (o Batman do mal).

Diferente de Planet Hulk, Crisis on Two Earths é de tirar o fôlego. Os interlúdios necessários são breves; o resto é ação. Ver a Liga combatendo vilões com poderes análogos aos dos heróis da Terra já é bom, e fica ainda melhor quando cada membro da equipe enfrenta sua contraparte.

Tecnicamente, o desenho é irretocável. E é bacana notar que alguns heróis mantiveram o visual de suas animações solo anteriores – caso da Mulher-Maravilha e do Lanterna Verde.

O desenho tem um elenco estelar de dubladores: Mark Harmon (Superman), William Baldwin (Batman), Chris Noth (Lex Luthor) e James Woods, que arrasa como o Coruja.

Justice League: Crisis on Two Earths é mais um forte candidato a título de melhor animação desta última leva da DC. Segundo a Warner, a previsão de lançamento no Brasil é 15 de abril, sujeita a mudanças.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Papo de Quadrinho viu: Planet Hulk

Para manter a tradição de respeito aos leitores deste blog, esta essa nota não contém spoilers.

A mais recente investida da Marvel em animações diretamente para consumo doméstico (DVD e Blu-Ray) chegou às lojas norte-americanas no dia 2 de fevereiro.

O desenho é baseado na HQ homônima escrita por Greg Pak e publicada na revista Incredible Hulk 92 a 105, de 2006 (no Brasil, saiu pela Panini em Universo Marvel 27 a 34).

A história conta como o Gigante Esmeralda foi exilado da Terra pelo grupo Illuminati (Homem de Ferro, Raio Negro, Professor Xavier, Senhor Fantástico e Namor, este último contrário à decisão) e foi parar no planeta arena de Sakaar, onde se tornou um gladiador imbatível e, mais tarde, monarca.

Os editores do Papo de Quadrinho tiveram acesso ao desenho e chegaram a conclusões distintas, porém complementares. Acompanhe aqui as resenhas.

Deixa a desejar

Por Jota Silvestre

Planet Hulk foi lançado com grande estardalhaço pela Marvel. Anunciado na San Diego Comic Con em julho de 2008, o desenho ganhou uma premiére no dia 14 de janeiro, com patrocínio da New York Comic Con e do site Newsarama, e presença do staff da Marvel (inclusive o roteirista Greg Pak) e da Lionsgate.

Infelizmente, o resultado decepciona. Tecnicamente, não é ruim, mas também não é um primor. O problema mesmo é o enredo.

Em que pesem as mudanças necessárias – afinal, é uma adaptação – há um retcon totalmente desnecessário que envolve Bill Raio Beta e a vinda do povo de pedra do gladiador Korg à Terra.

O problema maior de Planet Hulk, porém, não tem a ver com a fidelidade em relação aos quadrinhos em que se baseia, mas com a trama propriamente dita. As cenas de ação são poucas, quase inteiramente confinadas à arena; os constantes flashbacks deixam a trama arrastada e algumas situações mais "emocionais" beiram a pieguice.

Em resumo: em todos os aspectos Planet Hulk perde de longe para a animação anterior, Hulk Vs. Esta sim, mostra o Gigante Esmeralda no auge de sua fúria, em confrontos memoráveis com Thor e Wolverine.

Mas há aspectos positivos em Planet Hulk que merecem ser destacados. Primeiro, o fato de a Marvel estar correndo atrás de um mercado ainda dominado pela DC; quem ganha com a concorrência são os fãs.

Segundo: não é uma exclusividade da Marvel, mas é interessante notar que ganha força a adaptação animada de minisséries e arcos de histórias. Fico torcendo por um desenho de Guerra Civil ou Dinastia M.


Vale a pena conferir

Por Társis Salvatore

Planet Hulk foi adaptado da série homônima dos quadrinhos. É uma boa aposta da Marvel que busca melhorar sua posição no mercado doméstico de desenhos longa-metragem, onde a DC lidera com folga.

Mesmo que não chegue a empolgar, o desenho é diversão garantida! Tecnicamente impecável, Hulk é fielmente retratado como uma criatura amargurada e incompreendida, cuja fúria não pode ser contida onde quer que ele esteja.

As cenas de combate são empolgantes e violentas. As mudanças do roteiro em relação ao gibi são pequenas e foram necessárias por razões óbvias.. Ainda assim, enxugar o roteiro não comprometeu a história.

A curiosidade fica por conta de super-heróis escondidos nas cenas em que é mostrada a platéia. São diversos heróis “espaciais” da Marvel. Desafio os leitores a encontrá-los.

Talvez o único demérito seja o fato de Planeta Hulk ter um final sem o link com a série seguinte. Afinal, essa saga é uma introdução à aventura Hulk contra o Mundo, este sim um arco que afetou todas as revistas da Marvel e mobilizou os principais heróis da Marvel. Embora funcione bem como desenho solo, os fãs e iniciados que acompanharam as agruras do Gigante Esmeralda no gibi vão sentir falta desse gancho. Prefiro evitar fazer comparações demais, pois o desenho costuma sair perdendo na comparação com os quadrinhos.

Em resumo: é uma animação que, embora não seja excepcional, vale a pena conferir, sobretudo pelo tratamento fiel que é dado ao Hulk.

E para não dizer que discordo totalmente do Jota, também fico torcendo para a Marvel lançar outros arcos em desenho animado. Com a chegada do expertise da Disney, podemos apostar que teremos boas novidades pela frente.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Novo clipe de JLA: Crisis on Two Earths

Faltando pouco mais de um mês para o lançamento em DVD e Blu-Ray, a Warner acaba de divulgar mais um trecho da sua nova animação.

Na trama, a Liga da Justiça alia-se ao Lex Luthor de uma Terra Paralela para combater o Sindicato do Crime - a versão maléfica dos super-heróis do nosso planeta.

Como vem virando moda, o desenho tem um elenco estelar de dubladores: Mark Harmon (Superman), William Baldwin (Batman), James Woods (Coruja), Chris Noth (Lex Luthor) e a delícia da Erica Durance como Lois Lane, a mesma personagem que interpreta em Smallville.

Justice League: Crisis on Two Earths chega às lojas americanas dia 23 de fevereiro. Por aqui, ainda não há previsão.

domingo, 27 de setembro de 2009

Papo de Quadrinho viu: Superman/Batman: Inimigos Públicos

Há pouco tempo, eu disse aqui que Lanterna Verde: Primeiro Voo era a melhor animação lançada diretamente para consumo doméstico pela DC/Warner. Bem, vou parar de fazer este ranking porque os produtores vêm se superando a cada novo produto.

Superman/Batman: Inimigos Públicos é... fodástico!

Grande parte do mérito é de Jeph Loeb, autor do roteiro original da HQ na qual o desenho foi baseado. Mas Stan Berkowitz (o mesmo de DC: A Nova Fronteira) mostra bastante competência em amarrar seis edições de histórias em pouco mais de uma hora de animação.

Resumindo a trama: Lex Luthor, então presidente dos Estados Unidos, aproveita o iminente choque de um meteoro de kriptonita com a Terra para voltar a opinião pública contra Superman e seu aliado, Batman.

Assistir a dois ícones dos quadrinhos lutando lado a lado já é bom; ver o Superman do lado oposto ao poder constituído é ainda melhor.

A batalha contra dezenas de vilões, interessados na recompensa de US$ 1 bilhão oferecida por Luthor, é espetacular. Mas o bacana mesmo é o momento em que a dupla fora-da-lei enfrenta outros super-heróis que trabalham para o Governo: Capitão Átomo, Raio Negro, Estelar, Katana, Capitão Marvel...

Brigas entre mocinhos são sempre bacanas porque não se trata apenas de força física, mas do que cada lado acredita ser o certo (quem leu e gostou de Gerra Civil sabe do que estou falando).

Para além do roteiro de tirar o fôlego, com ação do início ao fim, está a técnica. Sem perder as características de um desenho animado e sendo bastante fiel à dinâmica de uma história em quadrinhos, há momentos em que os personagens parecem deslizar sobre a tela de tão perfeitos que são os movimentos.

Superman/Batman: Inimogos Públicos é, acima de tudo, uma história de amizade. Amizade sincera entre dois grandes homens que respeitam suas diferenças e conseguem extrair delas o que têm de melhor.

O desenho estará disponível a partir do dia 29 deste mês em três formatos: DVD simples, DVD duploe Blu-Ray. Imperdível!

Aproveite para conhecer as estátuas do desenho que a DC Direct lançou esta semana.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Bate-papo sobre Lanterna Verde neste sábado

O encontro será promovido pela Livraria Cultura e Warner, para divulgar o lançamento oficial do DVD Lanterna Verde: Primeiro Voo, desenho animado que reconta a origem do herói e sua primeira aventura como membro da Tropa dos Lanternas Verdes.

O bate-papo vai reunir leitores com o desenhista Ivan Reis, que vem trabalhando com o personagem para a DC desde 2006; Fábio Yabu, criador dos Combo Rangers e Princesas do Mar; o jornalista Paulo Gustavo Pereira, diretor de redação da revista Sci-Fi News; e Levi Trindade, editor dos títulos da DC no Brasil.

Serviço:
Lanterna-Verde: Primeiro Voo
Dia 22 de agosto, sábado
A partir das 18h
Livraria Cultura Shopping Villa-Lobos (Av. das Nações Unidas, 4777 – São Paulo/SP)

domingo, 26 de julho de 2009

Papo de Quadrinho viu: Green Lantern: First Flight


Para manter a tradição de respeito aos leitores deste blog, esta nota não contém spoilers.

Com lançamento marcado para esta terça-feira (28), o mais recente longa-metragem animado da DC é também um dos melhores até agora, empatado com DC: A Nova Fronteira.

Ok, é um comentário tendencioso, que denota minha predileção pelo Lanterna Verde...

A origem do personagem é contada rapidamente, quase como uma introdução. É a clássica história do piloto de provas recrutado pelo anel do moribundo alienígena Abin Sur.

Depois disso, sobram quase 80 minutos de pura ação. O desenho não se perde nos psicologismos tão comuns às HQs de hoje em dia; Hal Jordan praticamente não demonstra dúvidas ou insegurança quanto a seu novo papel de defensor do Universo.

Se há alguma ressalva, é quanto à forma como Sinestro, um dos mais destacados membros da Tropa dos Lanternas Verdes, passa para o time dos vilões. As motivações do personagem estão todas lá – especialmente sua obsessão pela ordem – mas o modo como isso acontece difere dos quadrinhos – pelo menos das duas versões mais conhecidas: a primeira, de 1961, e a dos anos 80, publicada na minissérie Amanhecer Esmeralda.

Nada que comprometa, porém, o resultado final. O roteiro é coerente e mantém, pelo menos na essência, as principais características deste e dos demais personagens.

O maior mérito de Green Lantern: First Flight é o respeito a Hal Jordan, o maior Lanterna Verde que já existiu. Neste desenho, ele é apresentado como o homem destemido e determinado que de fato é, com ou sem seu anel.

Enfim, mais um desenho imperdível da DC; agora é esperar por Superman e Batman: Inimigos Públicos.

sábado, 25 de julho de 2009

Vem aí o desenho de Planeta Hulk

A Marvel anunciou nesta sexta-feira (24), durante a San Diego Comic Con, sua nova animação. Embalada pelo sucesso de Hulk Vs., a editora lança em fevereiro, junto com a Lionsgate, Planeta Hulk, exclusivamente em DVD e Blu-Ray.

O desenho é baseado na HQ homônima escrita por Greg Pak e publicada na revista Incredible Hulk #92 a #105, de 2006 (no Brasil, saiu pela Panini em Universo Marvel 27 a 34).

A história conta como o Gigante Esmeralda foi exilado da Terra pelo grupo Illuminati (Homem de Ferro, Raio Negro, Professor Xavier, Senhor Fantástico e Namor, este último contrário à decisão) e foi parar no planeta arena de Sakaar, onde se tornou um gladiador imbatível. Este arco de histórias desembocou depois em outro, Hulk Contra o Mundo, que, com sorte, vira desenho animado também.

Confira o primeiro trecho de Planeta Hulk divulgado pelo site da revista Entertainmente Weekly.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Trecho de Green Lantern: First Flight

O lançamento é só dia 28, mas o site americano da MTV já disponibilizou os quatro minutos iniciais da nova animação da DC.

O desenho mostra a origem do Lanterna Verde, seu treinamento e o combate contra seu mentor, Sinestro.

Este o quinto lançamento da DC/Warner direto em DVD e Blu-Ray. Os demais foram Superman: Doomsday, DC: The New Frontier, Batman: Gotham Knight e Wonder Woman.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Papo de Quadrinho viu: Justiceiro: Zona de Guerra

Por Társis Salvatore

Para manter a tradição de respeito deste blog a seus leitores, não há spoilers nesta nota.

O Justiceiro estreou nos quadrinhos como coadjuvante em The Amazing Spider-Man 129 (fevereiro de 1974), mas somente em 1986 ganhou minissérie própria. No início da década de 90, personagens violentos e/ou politicamente incorretos ganharam destaque; assim, Frank Castle, o Justiceiro, um ex-militar cuja família foi morta pela máfia durante um piquenique, sobreviveu para se tornar um impiedoso matador de mafiosos e alcançou grande sucesso e popularidade com uma fórmula basicamente simples: encontrar vilões e atirar para matar.

Para o azar dos fãs, as primeiras incursões do Justiceiro à telona não foram muito bem recebidas pela crítica e público. Em 1989, The Punisher estreou nos cinemas dirigido por Mark Goldblatt, com Dolph Lundgren no papel principal, um baixo orçamento e as muitas diferenças com relação aos quadrinhos. O resultado foi o fracasso nas bilheterias e o repúdio dos fãs.

Em 2004 houve uma nova tentativa de levar o Justiceiro para as telonas, mas, novamente, o resultado foi insatisfatório, embora muito melhor do que o primeiro filme. Desta vez, a trama remetia aos quadrinhos e o Justiceiro foi vivido por Thomas Jane tendo o galã John Travolta como vilão.

Curiosamente o que foi considerado o "verdadeiro" filme do Justiceiro, sequer chegou aos cinemas e saiu no Brasil diretamente em DVD.

Lançado em um momento em que o Justiceiro não desfruta de grande popularidade e a violência explícita já não tem lotado as salas de cinema americanas, o novo filme passou desapercebido do público exatamente por ser fiel aos quadrinhos e à essência de seu personagem.

Ray Stevenson é um retrato fiel do Justiceiro (da boa fase Garth Ennis e Steve Dillon, a dupla criativa que trabalhou com o persongem pelo selo Marvel Knights entre 2000 e 2003). Essa fase, marcada pela violência explícita tanto nos bons roteiros quanto na arte, foi transportada com maestria pela diretora Lexi Alexander (Hooligans, 2005) e trouxe no elenco dois personagens importantes dos quadrinhos: o vilão Retalho (Dominic West) e o parceiro Microchip (Wayne Knight, o Newman do seriado Seinfeld), além do próprio Stevenson.

Assim como nos quadrinhos, Justiceiro: Zona de Guerra apresenta sem firulas a violência e a amargura de Frank Castle. Sua fúria punitiva - Castle não quer vingança, quer punir os mafiosos - conta com a conivência da polícia local que aprova seus métodos para chegar aonde o grande braço da lei não alcança, até que um agente infiltrado é morto e a amargura de Castle põe em dúvida suas convicções.

O restante é um reflexo da violência que acompanha o Justiceiro nos quadrinhos, seu palco repleto de bandidos mortos sem piedade, uma guerra envolvendo diferentes facções e gangues e reféns da loucura de um terrível vilão: O Retalho.

É uma pena que o melhor filme do Justiceiro (alguns fãs diriam, o único filme do Justiceiro) é uma adaptação certa na hora errada, um momento em que o público médio se enche de esperanças pela vinda do novo presidente norte-americano e parece saturado pela guerra, não acreditando que a matança desenfreada seja a melhor diversão para o momento.

Para os fãs de quadrinhos, sobretudo de heróis "politicamente incorretos" como Justiceiro, valeu a espera por essa ótima adaptação.