Estreia amanhã, em circuito nacional, o filme O Último Mestre do Ar, baseado no anime por Michael Dante DiMartino e Bryan Konietzko e exibido pelo canal Nickelodeon. A convite da Paramount Pictures Brasil, Papo de Quadrinho acompanhou a exibição exclusiva para a Imprensa na última quarta-feira (18).
O filme conta a história de Aang, o garoto que possui o poder de controlar os quatro elementos (ar, água, terra e fogo), motivo pelo qual ele é profetizado como Avatar, um ser único e especial que nasce uma vez a cada século.
A trama se desenrola numa terra fictícia, separada em quatro reinos, cada um com o nome de um dos elementos e com alguns habitantes capazes de controlar apenas o elemento de seu reino. O povo da Nação do Fogo usa o seu poder para dominar os outros enquanto tenta encontrar o profetizado Avatar para adquirir o poder absoluto e dominar todo planeta.
Enquanto isso, a jovem Katara, dominadora da água, e seu irmão Sokka encontram, preso no gelo, o jovem Aang. Ao libertá-lo, descobrem que ele é o último dos dominadores do ar (daí no nome do filme) e que havia estado no gelo por mais de 100 anos, desde que fugiu do templo onde treinava o controle de seus poderes.
O pequeno mestre chama a atenção do Príncipe Zuko, da Nação do Fogo, que descobre que ele é o Avatar e vê aí a possibilidade de recuperar sua honra perante o seu pai, o Senhor do Fogo Ozai, que havia expulsado Zuko por não considerá-lo digno. Embora Aang possua o poder de controlar todos os elementos, ele não tem o treinamento adequado.
Começa então, sua caminhada rumo à fortaleza da Tribo da Água do Norte para aprender a dominar este elemento. Acompanhado de Katara e Sokka, e perseguido por Zuko, Aang vai ter que encontrar em si mesmo a força necessária para vencer os desafios e conseguir cumprir sua missão de unificar todos os reinos e acabar com a dominação da Nação do Fogo.
O filme é o primeiro de uma trilogia e, por isso, cabe avisar que ele tem um final aberto, dando o gancho para a segunda parte. É que, como no anime, cada uma das três partes trata de um “tomo”, ou capítulo. Este é o “Tomo Um: Água”, o próximo será a Terra e, por fim, o Fogo.
Vale destacar a atuação de Noah Ringer, que interpreta Aang: apesar de ser seu primeiro trabalho como ator (ele é campeão de artes marciais de Dallas), o jovem está perfeitamente à vontade no papel. Tanto ele quanto Zuko (o ator Dev Patel, de Quem quer ser um milionário?) são faixas-pretas de Taekwondo.
Aliás, uma curiosidade: para diferenciar os domínios dos elementos, foram usados estilos de lutas diferentes: Baguazhang para o Ar, Tai Chi para a água, Hung Ga para a Terra e Kung Fu Shaolin para o Fogo.
O diretor M. Night Shyamalan também teve o cuidado de escolher um elenco de mestiços, simbolizando todas as nações da terra. São descendentes de coreanos, japoneses, mongóis e africanos de todas as idades, num total de mais de seis mil atores.
O filme tem bons momentos, efeitos especiais bem realistas (as cópias em 3-D não fazem tanta diferença) e ação na medida certa para agradar à garotada, mesmo aqueles que não conhecem o desenho animado.
Fica a dúvida se vai agradar os pais na mesma medida mas, certamente, O Último Mestre do Ar não decepciona. Agora, resta esperar as continuações.
(*) Eduardo Marchiori é colaborador da revista Mundo dos Super-Heróis e editor do blog sobre quadrinhos e cultura pop O X da Questão.
O filme conta a história de Aang, o garoto que possui o poder de controlar os quatro elementos (ar, água, terra e fogo), motivo pelo qual ele é profetizado como Avatar, um ser único e especial que nasce uma vez a cada século.
A trama se desenrola numa terra fictícia, separada em quatro reinos, cada um com o nome de um dos elementos e com alguns habitantes capazes de controlar apenas o elemento de seu reino. O povo da Nação do Fogo usa o seu poder para dominar os outros enquanto tenta encontrar o profetizado Avatar para adquirir o poder absoluto e dominar todo planeta.
Enquanto isso, a jovem Katara, dominadora da água, e seu irmão Sokka encontram, preso no gelo, o jovem Aang. Ao libertá-lo, descobrem que ele é o último dos dominadores do ar (daí no nome do filme) e que havia estado no gelo por mais de 100 anos, desde que fugiu do templo onde treinava o controle de seus poderes.
O pequeno mestre chama a atenção do Príncipe Zuko, da Nação do Fogo, que descobre que ele é o Avatar e vê aí a possibilidade de recuperar sua honra perante o seu pai, o Senhor do Fogo Ozai, que havia expulsado Zuko por não considerá-lo digno. Embora Aang possua o poder de controlar todos os elementos, ele não tem o treinamento adequado.
Começa então, sua caminhada rumo à fortaleza da Tribo da Água do Norte para aprender a dominar este elemento. Acompanhado de Katara e Sokka, e perseguido por Zuko, Aang vai ter que encontrar em si mesmo a força necessária para vencer os desafios e conseguir cumprir sua missão de unificar todos os reinos e acabar com a dominação da Nação do Fogo.
O filme é o primeiro de uma trilogia e, por isso, cabe avisar que ele tem um final aberto, dando o gancho para a segunda parte. É que, como no anime, cada uma das três partes trata de um “tomo”, ou capítulo. Este é o “Tomo Um: Água”, o próximo será a Terra e, por fim, o Fogo.
Vale destacar a atuação de Noah Ringer, que interpreta Aang: apesar de ser seu primeiro trabalho como ator (ele é campeão de artes marciais de Dallas), o jovem está perfeitamente à vontade no papel. Tanto ele quanto Zuko (o ator Dev Patel, de Quem quer ser um milionário?) são faixas-pretas de Taekwondo.Aliás, uma curiosidade: para diferenciar os domínios dos elementos, foram usados estilos de lutas diferentes: Baguazhang para o Ar, Tai Chi para a água, Hung Ga para a Terra e Kung Fu Shaolin para o Fogo.
O diretor M. Night Shyamalan também teve o cuidado de escolher um elenco de mestiços, simbolizando todas as nações da terra. São descendentes de coreanos, japoneses, mongóis e africanos de todas as idades, num total de mais de seis mil atores.
O filme tem bons momentos, efeitos especiais bem realistas (as cópias em 3-D não fazem tanta diferença) e ação na medida certa para agradar à garotada, mesmo aqueles que não conhecem o desenho animado.
Fica a dúvida se vai agradar os pais na mesma medida mas, certamente, O Último Mestre do Ar não decepciona. Agora, resta esperar as continuações.
(*) Eduardo Marchiori é colaborador da revista Mundo dos Super-Heróis e editor do blog sobre quadrinhos e cultura pop O X da Questão.
