quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

DataTársis informa: Amei a Menina Infinito ao som de Snow Patrol

Menina Infinito é uma criação do carioca Fábio Lyra, vencedor com méritos do Prêmio Ângelo Agostini deste ano.

Narra as aventuras da jovem Mônica, uma carioca que vive em clubes e festas indies (expressão para “independente”, bandas de rock fora da grande mídia). Ela, assim e seus amigos refletem as desorientações e agruras típicas da idade, mas sempre com boa música e referências da cultura pop.

Para um grupo urbano em que o indie rock era uma poderosa trilha sonora de prazer e guia de comportamento, as histórias são muito próximas. Lyra viveu sua pós-adolescência no início dos anos 90 e como amante de bandas “alternativas”, teve o privilégio de ouvir toda uma geração de grandes grupos ingleses daquele período, uma herança que passou para seus personagens. Teenage Fanclub, Pulp, Ride, Pixies, The Boo Radley, entre outras, estão sempre presentes, seja em citações seja em emoções.


A musica é recorrente em toda a saga da Menina Infinito - que não tem superpoderes, mas tem uma bela coleção de camisetas de bandas.

O grafismo refinado Lyra e seu pleno domínio narrativo dão a impressão que ele conhece como ninguém esse universo. E conhece, pois viveu aquele período maravilhoso.

Seus personagens são cativantes e facilmente reconhecidos por quem viveu o underground naquela época. Mesmo quem não participou deste universo nos anos 90 deve se divertir com prazer em acompanhar tais personagens. Até porque, segundo relatos de amigos meus, esse gueto se renovou, mas não mudou tanto assim.

Com influencias de autores como Nick Hornby, os Irmãos Hernandes e Terry Moore e HQs underground americanas, só para citar alguns autores, o livro da Menina Infinito compartilha suas ambições e paixão pelo rock indie e diverte pra valer, sem grandes pretensões.

Não tem como não se apaixonar pela Mônica. Até o grande cantor Morrisey tem uma queda por ela.

Imperdível!

3 comentários:

Mme. A. disse...

Vou procurar para eu ler. Quem sabe eu me apaixone pela Mônica também. Acho genial quando as HQs fazem referência a qualquer coisa musical. Sempre me dá vontade de correr atrás para saber o que é. A única diferença é que hoje em dia é muito mais fácil encontrar qualquer coisa do que no mundo indie dos anos 90, em que para se ouvir alguma coisa interessante a gente tinha que praticamente vender a alma ao diabo ou deixar as calças na loja de discos.

:)

TSalvatore disse...

Esse gibi é totalmente "musical", A.
Acho que tu deve se identificar com muita coisa ali, embora naquela época estivéssemos um pouco mais voltados ao lado negro da Força :P

beijo

Marco Anarco disse...

O esquema era esse gibi ser colorido e vir com um CD com as músicas que a personagem central curte. Ia ficar mó loco. falow!