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terça-feira, 29 de junho de 2010

Mais Príncipe da Pérsia em Quadrinhos

Depois da graphic novel lançada pela Editora Record, chega por aqui a adaptação do filme (veja resenha aqui) que estreou recentemente no Brasil, baseado no famoso videogame dos anos 1990.

Diferentemente da primeira – uma belíssima fábula que se vale de elementos da mitologia do jogo -, este lançamento da Online Editora, produzido pela Disney italiana, segue a velha fórmula e é quase uma transposição literal das telas para o papel.

A HQ tem bons momentos, principalmente quando a arte de Slava Panarin se prende ao estilo narrativo dos quadrinhos e consegue algumas boas soluções visuais.

O problema maior está no roteiro adaptado por Alessandro Sisti. Ao tentar resumir os mais de 90 minutos da película para as 72 duas páginas da HQ, a história avança aos solavancos.

Ainda assim, vale uma conferida – e não só pelos fãs do gênero. A revista é bem produzida, tem arte bacana e preço bom: R$ 8,99.

Príncipe da Pérsia: As areias do tempo faz parte da coleção Disney – Cinema em Quadrinhos que a Online está publicando no Brasil. Outros títulos são Alice no País das Maravilhas e Toy Story 3.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Papo de Quadrinho viu Príncipe da Pérsia: As areias do tempo

O filme inspirado no famoso game dos anos 90 - que acabou virando uma graphic novel também - estreou no Brasil no começo de junho e arrecadou US$ 3,4 milhões nos primeiros dias de exibição. Nada mau. A história utiliza elementos da trilogia de jogos Sands of Time, um segundo revival de Prince of Persia lançado no início dos anos 2000.

Na trama, Dastan (Jake Gyllenhaal) é um menino de rua adotado pelo rei Sharaman. Anos mais tarde, ele ajuda o irmão adotivo e príncipe Tus a ocupar a cidade sagrada de Alamut. Logo depois, é envolvido numa conspiração e acusado de assassinar o rei Sharaman.

Dastan foge na companhia da princesa de Alamut, Tamina (Gemma Arterton), carregando consigo um espólio da invasão: uma misteriosa adaga. Ele logo descobre que, quando manipulado, o artefato libera as “areias do tempo” e permite a seu portador voltar ao passado.

Com o desenrolar da trama, Dastan fica sabendo que o cerco a Alamut foi um engodo de um traidor da corte para tomar posse não só da adaga mas também da fonte das areias do tempo, o coração da cidade, uma força tão poderosa que, se libertada, pode destruir o mundo.

Príncipe da Pérsia tem ritmo de videogame: ágil a maior parte do tempo e truncado em alguns momentos. O filme tem menos efeitos especiais do que se poderia esperar; em vez disso, o diretor Mike Newell (Harry Potter e o Cálice de Fogo) optou por abusar de um dos recursos mais conhecidos do game: o parkour – espécie de esporte em que o jogador utiliza os obstáculos do ambiente para se mover.

Isso faz com que as cenas de perseguição e luta, repletas de acrobacia, sejam o que o filme tem de melhor. A trama é boa e tem tudo que se espera desse tipo de filme: humor, romance, intrigas palacianas, honra.

Como sempre, a atuação de Alfred Molina (Sheik Amar) e Bem Kingsley (Nizam) é marcante. Já Gyllenhaal é um ator com poucos recursos dramáticos, mas se agarra com afinco ao papel e consegue passar alguma simpatia.

Príncipe da Pérsia: As areias do tempo não chega a ser um filme ruim. É só descartável, cinema pipoca. Sessão da Tarde pura – o que não chega a ser um defeito.

Talvez isso explique o fraco desempenho do longa nas bilheterias: US$ 65 milhões nos Estados Unidos e mais US$ 166 milhões no restante do mundo. É pouco se comparado aos US$ 200 milhões investidos na produção.

Com este resultado, é pouco provável que Príncipe da Pérsia vire uma trilogia igual à dos games, como sonhavam os produtores.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Resultado da promoção Principe da Pérsia

Lançada às 15h do dia 08, num esquema híbrido entre blog e twitter, a promoção feita em parceria como selo Galera Record premiou os dois primeiros seguidores que conseguiram montar a frase secreta: O herói dos videogames agora nos cinemas.
As palavras-chaves foram escondidas em diversos posts dos mês de abril de 2010 e os vencedores foram Cristiane Santos Machado, de Nova Iguaçu (RJ), e Fernando Peres Farto, de Assis (SP).
Um terceiro seguidor foi sorteado entre aqueles que seguem também a Editora Record no twitter e que deram retweet na promoção, ajudando a divulgá-la. O sortudo é Douglas Edson Fernandes, de Divinópolis (MG).
Cada um deles vai receber em casa um exemplar da graphic novel Príncipe da Pérsia, escrita pelo próprio desenvolvedor do famoso videogame, Jordan Mechner.

Papo de Quadrinho e Editora Record querem parabenizar os ganhadores e agradecer a todos aqueles que participaram. Novas promoções virão, fiquem ligados!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Príncipe da Pérsia: HQ amplia experiência do jogo

É difícil imaginar alguém com mais de 30 anos que não tenha jogado, ou pelo menos ouvido falar, de Príncipe da Pérsia (desde que a pessoa seja minimamente atraída por videogames, claro).

Se o leitor não teve a mesma sorte que eu de jogar a versão original num arcaico PC, no mínimo conhece a trilogia The Sands of Time.

Desde que foi criado Jordan Mechner em 1989, o príncipe percorreu um longo caminho até chegar ao ápice, este ano, com o lançamento de um longa metragem para o cinema (o filme estreia no Brasil nesta sexta-feira, dia 3).

Entre um polo e outro, entre o jogo do Apple II e o filme estrelado por Jake Gyllenhaal, muita coisa aconteceu. O próprio Jordan Mechner admite não ter reconhecido sua própria criação muitas vezes, especialmente durante o boom dos anos 90 que levou o príncipe a diversas plataformas, cada qual com sua mitologia própria.

É neste vão das possibilidades que a graphic novel Príncipe da Pérsia (208 páginas, R$ 39,90), lançada pela Galera, selo do Grupo Editorial Record, se insere e dele tira proveito.

Mechner, que participou do projeto da HQ, desejava um príncipe que fosse um pouco aquele estilo Aladim do primeiro jogo, mas também o jovem perseguido pela culpa de Sands of Time da versão de 2003 e, por que não, o fugitivo endurecido de Warrior Within, a sequência de Sands.

Ou então, quem sabe, nenhum desses. Na verdade, o que Mechner desejava era um roteiro que se conectasse com o jogo num nível mais profundo, mas não evidente.

E é isso que o roteiro de A.B. Sina realiza com maestria. Príncipe da Pérsia, a HQ, traça o paralelo de dois homens, dois príncipes destinados a liderar seu povo rumo à liberdade.

Quatro séculos separam Guiv – que após atentar contra seu irmão adotivo Layth, sobernado de Marv, tem uma experiência sobrenatural e se exila – do humilde Ferdos – último de uma linhagem de guardiões das águas e único sobrevivente da chacina de recém-nascidos promovida pelo sultão de Marv para tentar evitar uma profecia feita por Guiv.

E, assim, passado e presente se cruzam, se mesclam e vão tecendo a narrativa como se fosse um tapete persa. A belíssima arte estilizada do casal LeUyen Pham e Alex Puvilland, e as cores sóbrias de Hilary Sycamore garantem o ritmo e a beleza dessa fábula.

A edição brasileira faz bonito: a Record caprichou na produção do material com formato bacana (14 x 20 cm), impressão e papel de qualidade. A tradução de Odair Braz Jr. é precisa e ajuda o leitor a não se perder entre tantas referências, idas e vindas.

Jogue o jogo, assista ao filme, leia a graphic novel. Parece jogada de marketing, mas não é; é uma maneira de ampliar sua experiência com uma das referências mais pops dos últimos 20 anos.

E se o leitor chegou até aqui, fica sabendo que na próxima semana Papo de Quadrinho e Galera Record vão premiar duas pessoas com uma edição cada da graphic novel Príncipe da Pérsia. Fique ligado aqui no blog e no twitter (@papodequadrinho) para saber mais sobre esta promoção.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Príncipe da Pérsia em quadrinhos

Se você é fã DOS VIDEOGAMES e tem mais de 30 anos é provável que já tenha se divertido com as aventuras do jogo Principe da Pérsia, hoje um clássico dos games de aventura, que alcançou grande sucesso quando lançado em 1989.

O jogo ainda teve mais três continuações muito divertidas. Prince of Persia 2: The Shadow and the Flame (1994) e Prince of Persia: The Sands of Time (2003).

A história foi adaptada este ano para cinema e conta com os atores de peso como Jake Gyllenhaal, Gemma Arterton, Alfred Molina e Ben Kingsley no elenco. A direção do filme é de Mike Newell e a sua estreia aqui está prevista para junho.

No embalo do filme, Príncipe da Pérsia virou uma graphic novel, escrita por seu criador, Jordan Mechner.

O gibi será lançado no Brasil em maio pela Galera Record, selo do Grupo Editorial Record.