domingo, 14 de dezembro de 2008

5 Perguntas para Levi Trindade

Administrador de Empresas por formação e editor de quadrinhos por vocação, Levi Trindade foi fanzineiro antes de entrar para a Mythos Editora em 2003.

Lá ele começou como editor-assistente da linha Bonelli, passou para a Wizard Brasil - e assumiu o comando da revista quando o nome foi alterado para Wizmania -, foi editor V de Vingança de Alan Moore e da linha européia da Panini. Há dois anos, assumiu a edição de todos os títulos, minis e especiais da DC Comics publicados pela Panini no Brasil.

Sempre correndo, Levi arrumou um tempo para responder a estas 5 pergunta do Papo de Quadrinho:

1) O mercado americano tem uma variedade de títulos muito maior que o brasileiro. Como é o processo de decisão do que vai ser publicado e como são compostos os mixes das revistas?
Costumamos nos guiar pelos títulos que têm relevância cronológica ou que tenham recebido boas críticas, além de terem vendido bem. Sugerimos o material para a matriz italiana da Panini e ficamos no aguardo do plano editorial. Normalmente, o que sugerimos acaba sendo aprovado sem muitos problemas. Em relação à composição dos mixes, tentamos sempre oferecer títulos que tenham alguma ligação entre si. O custo-benefício acaba compensando e muito. O leitor brasileiro compra um gibi com 100 páginas por R$ 6,90 e leva quatro histórias. Com esse valor, ele não conseguiria adquirir uma edição importada com 36 páginas (sendo 22 de história e o restante de anúncios), pois o preço costuma ficar por volta de R$ 15,00.

2) Você participa de fóruns e comunidades sobre quadrinhos? Isso afeta de alguma forma seu trabalho?
Participo de alguns, mas não me deixo influenciar por tudo o que vejo nesses lugares. Levo em consideração as opiniões dos leitores e até aproveito algumas sugestões, mas não dá pra se guiar 100%. Temos nossas prioridades editoriais.

3) Com a Internet, hoje os leitores conhecem com antecedência os arcos, sagas e acontecimentos praticamente um ano antes de chegarem ao Brasil. Isto influencia a estratégia da editora?
Só em relação ao fato de prepararmos encadernados especiais ou minisséries. Também podemos optar pela inclusão de algum material no mix dos títulos mensais. Agora, quanto a não ser surpresa para alguns leitores, nos guiamos pelo fato de que a maioria deles não é do tipo que fica direto na internet atrás de spoilers.

4) Você concorda com a afirmação de que as HQs de super-heróis vivem uma crise de criatividade?
Acredito que esse é um problema que está atingindo o entretenimento como um todo. O cinema, atualmente, só vive de remakes e adaptações de gibis. Filmes com roteiros originais de verdade são bens raros. A tevê também padece de um novo fôlego de criatividade. Os quadrinhos estão passando por isso, mas, como nas outras mídias, é possível encontrar trabalhos fenomenais. Grandes Astros Superman, Lanterna Verde, Superman, Action Comics, Mulher-Gato, Detective Comics, Batman são alguns dos títulos da DC que vêm trazendo boas surpresas aos leitores.

5) Quais os principais arcos, minis e especiais da DC que a Panini planeja lançar por aqui em 2009?
Bom, ano que vem, Batman, o Homem-Morcego, comemora 70 anos de existência. Então, deveremos ter muitos lançamentos para os fãs do Cavaleiro das Trevas. Não podemos esquecer também que 2009 é o ano da Crise Final, a minissérie escrita por Grant Morrison que trará uma das sagas mais sombrias da DC em muito tempo. Ainda teremos alguns outros lançamentos especiais, como Arqueiro Verde: Ano Um, além de algumas novidades que se encontram na Wizmania 8, de dezembro.

2 comentários:

Ricardo Quartim disse...

Gostei dessa mini entrevista, o Levi segundo sempre ouvi dizer é um cara bacana !
Boas informações!

Társis Salvatore disse...

Gostei da entrevista! Vamos ver como o (já diminuto) mercado de HQ´s se comporta com uma crise global avançando em terras brazucas.

Abs!