terça-feira, 25 de maio de 2010

Vale o Investimento: Dexter no Escuro

Esta nota não é sobre quadrinhos ou qualquer coisa relacionada a eles. É sobre uma série de TV. Ou melhor, o livro de uma série de TV.

Dexter no Escuro ganha espaço aqui no Papo de Quadrinho pelo simples motivo de que este editor é fã da série desde o primeiro capítulo da primeira temporada (recentemente dei uma nota sobre um busto do personagem principal - aqui).

O programa mostra as desventuras de um serial killer que, à base de muito treinamento, conseguiu direcionar sua sede de sangue para quem realmente merece: os criminosos.

Dexter, a série de TV, foi inspirada no livro de Jeff Lindsay, Dexter - A mão esquerda de Deus. Este Dexter no Escuro, lançado agora no Brasil pela Ed. Planeta (288 páginas, R$ 39,90) é o terceiro livro da série.

Nele, pela primeira vez na vida Dexter se vê abandonado por seu "Passageiro das Trevas", que é como ele chama a força interior que o compele a matar. Tudo indica que o Passageiro fugiu de uma presença ainda mais cruel e ancestral que ele. O pior é que Dexter está na mira do novo assassino.

Para além da trama bem amarrada, o mais interessante é notar o quanto o seriado, em sua quarta temporada nos Estados Unidos, afastou-se da obra que o originou - se não na essência, pelo menos nos acontecimentos periféricos.

No livro, Dexter é ainda mais cruel e sarcástico que sua contraparte no seriado. Sua irmã Deborah Morgan é sargento da polícia de Nova York e o Sargento Doakes não morreu (mas está bem mutilado). Astor e Cody, filhos da namorada Rita, não só conhecem o segredo que Dexter guarda como também manifestam ter seus próprios Passageiros das Trevas - o que gera em Dexter o desejo de treiná-los assim como ele o foi por seu pai adotivo. Rita parece mais fútil e fraca no livro que no programa de TV; em Dexter no Escuro eles estão prestes a se casar embora ela não esteja gravida - como acontece no seriado. Personagens importantes, como Batista, são apenas citados, enquanto a Tenente Maria Laguerta nem aparece.

A única nota triste fica por conta da péssima revisão do texto. É raro encontar um capítulo que não tenha erros grosseiros de gramática ou ortografia. Não chega a comprometer a leitura, mas causa estranheza que uma editora do porte da Planeta deixe um produto tão mal cuidado chegar às prateleiras.

Mas é o tipo de problema que não deve desanimar os fãs de Dexter. Para estes, é leitura obrigatória. Como manda o bom senso, vou correr atrás dos dois primeiros volumes. Vale o investimento!

4 comentários:

Diego Lobato disse...

Muito Bom, Jota.
Vou ver se compro o livro, pq tbm como vc, Dexter é uma das séries que eu tenho mais satisfação em assistir.

Jota Silvestre disse...

Faça isso, Diego. O livro é muito bom!

Abs!

bruno disse...

Laguerta morreu no primeiro livro da série, por isso não é citada

Jota Silvestre disse...

Valeu, Bruno. Este foi o primeiro livro da série que eu li. A morte da Laguerta só distancia ainda mais o livro do seriado.

Abs