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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Arte de Mike Deodato Jr. vira livro

A Marvel vai homenagear o artista brasileiro com uma edição de capa dura que reúne algumas de suas principais ilustrações para a editora, além de rascunhos, desenhos inéditos e depoimentos de colegas como Alex Alonso, atual editor-chefe, Mike Benson e Charlie Huston.

The Art of Mike Deodato terá textos de John Rhett Thomas e chegará às lojas especializadas dos Estados Unidos no início de julho.

Deodato é um dos mais prolíficos artistas brasileiros a trabalhar no exterior, com passagens pelas editoras independentes Malibu Comics (The Protectors) e Innovation (Beaty and the Beast, Lost in Space), Image (Glory) e DC Comics (Flash, Wonder Woman, Dark Stars) e outras.

Na Marvel, o artista já desenhou para The Avengers, Thor, Elektra, Thunderbolts, Dark Avengers e muitos outros títulos. Atualmente, trabalha com o roteirista Ed Brubaker na revista Secret Avengers.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Devir lança biografia de Angelo Agostini

O artista italiano nascido em 1843 foi o precursor do quadrinho no Brasil. Desde 1984, o dia 30 de janeiro – em que foi publicada sua HQ Nhô Quim ou Impressões de uma Viagem à Corte, em 1869 – é comemorado o Dia Nacional do Quadrinho.

A biografia escrita por Gilberto Maringoni, Angelo Agostini - A Imprensa Ilustrada da Corte à Capital Federal, 1864-1910, que a Devir lança esta semana, apresenta o artista como um cronista do seu tempo, um crítico do Segundo Império e observador privilegiado da transição da monarquia para a República em nosso País.

Multitalentoso, Agostini foi também jornalista e crítico ácido dos governantes por meio de suas publicações Revista Illustrada, Diabo Coxo, O Cabrião, O Mosquito e O Tico-Tico.

No prefácio do livro, o escritor Flávio Aguiar compara a importância de Agostini, na caricatura, a Machado de Assis, na literatura, e a Artur Azevedo, no teatro. Muito justo.


Com exceção do livro da tese de doutorado de Marcelo Balaban, Poeta do Lápis: Sátira e política na trajetória de Angelo Agostini no Brasil Imperial (1864-1888), publicado em formato de livro pela Editora Unicamp em 2009, esta é a primeira biografia de Angelo Agostini que este editor tem notícia.

Angelo Agostini - A Imprensa Ilustrada da Corte à Capital Federal, 1864-1910 tem 256 páginas e preço de R$ 39,50.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Livro da Kalaco analisa obra de Neil Gaiman

Entes Perpétuos - O Universo Onírico de Neil Gaiman, de Heitor Pitombo, é o mais recente lançamento da nova editora do incansável Franco de Rosa.

A obra se propõe a analisar o trabalho do roteirista inglês na aclamada série Sandman. Mas adiciona outros elementos, como uma lista de todas suas obras publicados no Brasil e outras ainda inéditas, e passa pela carreira literária do quadrinhista.

Destaque para uma entrevista exclusiva de Gaiman a Heitor Pitombo e depoimentos do parceiro Dave Mckean, principal capista de Sandman.

Heitor Pitombo tem longa carreira nos quadrinhos, como a página diária do jornal carioca Tribuna da Imprensa, a organização de diversos eventos, entre eles a Bienal Internacional de Quadrinhos do RJ, passagens pela Editora Record, publicações especializadas (Herói, Heróis do Futuro, HQ Express e Comix Book Shop Magazine) e tradução para as editoras Panini, Opera Graphica e Pixel.

Entes Perpétuos - O Universo Onírico de Neil Gaiman tem 192 páginas, formato 16 x 23 cm e preço de R$ 39,00. A venda será feita exclusivamente na Comix Book Shop.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Roteirista de HQ se aventura em “tiras literárias”

Os nanocontos estão para a literatura assim como as tiras estão para os quadrinhos: uma mensagem rápida, de sentido completo e instantâneo, num espaço reduzido.

O escritor e roteirista de quadrinhos Edson Rossatto vem se dedicando ao gênero nos últimos meses e acaba de reunir sua produção no livro Cem Toques Cravados, que tem lançamento no dia 4 de novembro, na Livraria Martins Fontes (Avenida Paulista, 509), em São Paulo.

O autor lembra que sua inspiração veio do trabalho dos desenhistas de tiras. “Como não sei desenhar, parti para um formato literário que tivesse o mesmo efeito”, explica.

Inspirado pelo título do livro 16 Linhas Cravadas, do escritor e autor Mário Lago, Rossatto impôs-se o desafio de escrever as histórias com exatos cem caracteres.

Alguns dos nanocontos apresentados na obra são inéditos, enquanto outros foram publicados originalmente no blog http://www.cemtoquescravados.com/ e no Twitter (@cemtoques).

Desde setembro, alguns deles vêm sendo veiculados nos vagões do Metrô de São Paulo por meio da TV Minuto.

Rossatto tem dois livros em quadrinhos publicados, História do Brasil em Quadrinhos – Independência e História do Brasil em Quadrinhos – República, ambos pela Editora Europa.

O autor tem experiência também com textos curtos: escreveu o livro Curta-Metragem (2004) exclusivamente com textos de até 600 caracteres, os chamados microcontos. Nos anos seguintes, editou outras duas antologias de microcontos, Expresso 600 e Histórias Liliputianas.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

O Escapista: a deliciosa arte da mentira

No ano 2000, o escritor Michael Chabon publicou o livro As Incríveis Aventuras de Kavalier & Clay (lançado no Brasil dois anos depois pela Ed. Record), sobre a desventura de dois primos judeus no emergente mercado de quadrinhos do final dos anos 1930.

Jovens, talentosos e sonhadores, e inspirados pelas vendas astronômicas das revistas estreladas pelo Superman, Joe Kavalier e Sam Clay criaram o Escapista, um herói com incríveis habilidades na arte do escape – derivados de uma chave de ouro – e cuja nobre missão era libertar os oprimidos qualquer que fosse a causa de sua privação.

Vítimas do selvagem sistema de publicação da época, enganados e desiludidos, Kavalier e Clay perderam os direitos sobre seu bem sucedido personagem, que nos anos seguintes iniciou uma peregrinação de anonimato e reaparecimento nas diferentes eras das histórias em quadrinhos norte-americanos.

Tudo isto é muito interessante e também uma grande mentira, uma deliciosa mentira. Kavalier e Clay nunca existiram; o Escapista nunca foi publicado. Melhor dizendo, nunca havia sido publicado. Até agora.

A Devir lançou recentemente o encadernado As Incríveis Aventuras do Escapista, uma coletânea de aventuras do personagem que poderiam muito bem ter sido publicadas ao longo das últimas décadas.

O livro, de 192 páginas, reúne 10 histórias escritas e desenhadas por grandes nomes dos quadrinhos – Harvey Pekar, Howard Chaykin, Steve Lieber, Gene Colan e Brian K. Vaughn entre eles –, todos evidentemente apaixonados pela obra de Chabon.

O próprio Chabon assina a primeira história, A Passagem da Chave, que conta a origem do herói – tal e qual é descrita em seu livro original.

A mistura de tantos talentos proporciona uma experiência eclética, ora saudosista ora experimental. São história que poderiam muito bem ter sido publicadas ao longo dos últimos 70 anos como Michael Chabon quis fazer crer ao inventar uma mitologia tão rica e que mistura ficção com realidade.

Em As Incríveis Aventuras de Kavalier & Clay, o livro, Chabon resgatou o clima de euforia juvenil do final dos anos 30 e ilustra, por meio de seus dois protagonistas, todo o cenário da sociedade norte-americana que, no mundo real, inspirou jovens como Jerry Siegel, Joe Shuster, Bob Kane, Will Eisner e tantos outros a promover uma das maiores revoluções culturais que os Estados Unidos viveram. É um Homens do Amanhã romanceado.

Por falar em Will Eisner, As Incríveis Aventuras do Escapista ainda tem o mérito de publicar a última história escrita e desenhada pelo mestre antes de falecer em janeiro de 2005. Num breve prefácio à história O Escapista e O Spirit, Diana Schutz, editora da Dark Horse, lembra que um dia após entregar suas páginas Eisner foi internado; duas semanas e meia depois, morreu.

Como extra, a belíssima edição da Devir trás uma galeria de imagens e uma falsa matéria jornalística que “relembra” a carreira do Escapista ao longo das décadas, adicionando um novo tempero à mentira de Chabon.

As Incríveis Aventuras do Escapista custa R$ 44,50 e vale cada centavo. Se tiver oportunidade, leia também o livro original de Chabon publicado por aqui pela Record e que ainda pode ser encontrado em algumas livrarias e lojas virtuais.

sábado, 19 de junho de 2010

Vampiros na Cultura Pop em pré-venda

O núcleo da revista Mundo dos Super-Heróis da Editora Europa anuncia mais um lançamento para o próximo mês e inaugura o selo Mundo Fantástico.

Vampiros na Cultura Pop, de Manoel de Souza e Maurício Muniz aborda a aparição destes seres noturnos nas mais diversas mídias: cinema, literatura, séries de TV, quadrinhos e games.

Tive o prazer de colaborar com a edição na matéria sobre a saga Crepúsculo – que até então eu tinha solenemente ignorado e que precisei assistir e pesquisar para escrever. O resultado até que ficou bom (só para constar, não pretendo assistir Eclipse, a terceira parte da série que chega aos cinemas no final deste mês).

Há também textos e imagens sobre as séries Vampire Diaries e True Blood, clássicos de Christopher Lee e Bela Lugosi e produções mais recentes, os vampiros nos quadrinhos, uma seleção dos 20 melhores filmes do gênero e uma galeria com 130 cartazes de produções entre 1922 e 2010 para cinema.

O padrão visual e de qualidade é o mesmo que os leitores já se acostumaram a ver na Mundo dos Super-Heróis e nos livros Super-Heróis nos Cinemas e Longas-Metragens da TV e Super-Heróis nos Desenhos Animados. Vale a pena conferir!

Vampiros na Cultura Pop já está em pré-venda no site da Editora Europa, com previsão de entrega para 10 de julho. São 148 páginas, formato 20,2 x 26,6 cm e preço promocional de R$ 25,90 (depois passa para R$ 39,90).

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Nanocontos: tiras literárias

Mãos dadas pelas ruas. Ele conduzido por ela. Coração apertado pela separação: primeiro dia de aula

O termo pode até não ser novo, mas eu nunca tinha ouvido falar antes de nanocontos como este acima. O fato é que o editor, escritor e roteirista de HQs Edson Rossatto passou a se dedicar a este gênero nas últimas semanas com resultados fascinantes.

Os nanocontos estão para a literatura assim como as tiras estão para os quadrinhos: uma mensagem rápida, de sentido completo e instantâneo, num espaço reduzido (exatos 100 caracteres, neste caso).

As tiras, aliás, foram a inspiração de Edson: "Eu via meus amigos quadrinhistas publicando suas tiras e sentia vontade de fazer o mesmo. Só que eu não sei desenhar, sei escrever; então, parti para um formato literário que tivesse o mesmo efeito”.

O autor começou a publicar os nanocontos diariamente em seu perfil twitter, mas logo criou um específico (@cem_toques) e, mais recentemente, o blog Cem Toques Cravados (o nome é uma homenagem ao livro de Mário Lago, 16 Linhas Cravadas).

O blog já tem mais de 50 nanocontos publicados e o número cresce a cada dia. A ideia de Edson é reuni-los em livro quando a produção atingir a marca de 300 textos. Para divulgar o blog, o autor está realizando uma promoção com sorteio de cinco títulos de sua editora, a Andross.

Edson Rossatto já tem boa experiência com textos curtos. Ele escreveu um livro (Curta-Metragem) e organizou outros dois (Expresso 600 e Histórias Liliputianas) só com microcontos (textos com até 600 caracteres). Veja alguns dos nanocontos já publicados:

Triste, afogou as mágoas na bebida e acabou com tudo: mandou chover quarenta dias e quarenta noites.

Queria que o pai comprasse um novo porque o outro morreu. “Irmãos não são vendidos em lojas, filho.”

“Só acredito vendo”, disse Tomé. Então Jesus se deitou no chão e fez trezentas flexões em um minuto.

sábado, 5 de junho de 2010

Quadrinhos ganham destaque fora das bancas

É impossível disassociar as revistas em quadrinhos das bancas de jornal espalhadas por todas as cidades brasileiras.

Porém, estes pontos parecem perder espaço para um fenômeno relativamente recente: a venda de gibis em livrarias. Nos Estados Unidos, a migração das bancas para as lojas especializadas, as comic shops, aconteceu a partir da década de 1980.

Embora não haja certeza de que os quadrinhos em bancas de jornal estejam com os dias contados também no Brasil, é cada vez mais comum encontrar setores específicos para quadrinhos nas grandes livrarias, principalmente com a consolidação do mercado de nicho para as edições encadernadas, algumas de capa dura, arcos completos de histórias e, importante, preço maior.

Prova disso, é o último informativo impresso veiculado pela megastore Livraria Cultura abordando exclusivamente seus lançamentos de quadrinhos.

Dividido em diferentes seções, o informativo situa o interessado de acordo com cada estilo, como "Grandes Tiras", para personagens nascidos nos jornais; "Grandes Heróis", para super-heróis; "Grandes Clássicos", com adaptações literárias, homenagens e autores consagrados; "Universo Alternativo", de quadrinhos adultos; e "Universo Brasil", com destaque para a produção nacional. Por fim, há dicas do "Além do Universo", sobre literatura sobre quadrinhos.

O informativo abre espaço para a divulgação de games, DVDs e CDs de trilhas sonoras que sejam relacionadas aos heróis dos quadrinhos. Embora seja uma peça publicitária, fica flagrante como os quadrinhos vêm, diariamente, consolidando seu espaço como produto literário.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Vale o Investimento: Dexter no Escuro

Esta nota não é sobre quadrinhos ou qualquer coisa relacionada a eles. É sobre uma série de TV. Ou melhor, o livro de uma série de TV.

Dexter no Escuro ganha espaço aqui no Papo de Quadrinho pelo simples motivo de que este editor é fã da série desde o primeiro capítulo da primeira temporada (recentemente dei uma nota sobre um busto do personagem principal - aqui).

O programa mostra as desventuras de um serial killer que, à base de muito treinamento, conseguiu direcionar sua sede de sangue para quem realmente merece: os criminosos.

Dexter, a série de TV, foi inspirada no livro de Jeff Lindsay, Dexter - A mão esquerda de Deus. Este Dexter no Escuro, lançado agora no Brasil pela Ed. Planeta (288 páginas, R$ 39,90) é o terceiro livro da série.

Nele, pela primeira vez na vida Dexter se vê abandonado por seu "Passageiro das Trevas", que é como ele chama a força interior que o compele a matar. Tudo indica que o Passageiro fugiu de uma presença ainda mais cruel e ancestral que ele. O pior é que Dexter está na mira do novo assassino.

Para além da trama bem amarrada, o mais interessante é notar o quanto o seriado, em sua quarta temporada nos Estados Unidos, afastou-se da obra que o originou - se não na essência, pelo menos nos acontecimentos periféricos.

No livro, Dexter é ainda mais cruel e sarcástico que sua contraparte no seriado. Sua irmã Deborah Morgan é sargento da polícia de Nova York e o Sargento Doakes não morreu (mas está bem mutilado). Astor e Cody, filhos da namorada Rita, não só conhecem o segredo que Dexter guarda como também manifestam ter seus próprios Passageiros das Trevas - o que gera em Dexter o desejo de treiná-los assim como ele o foi por seu pai adotivo. Rita parece mais fútil e fraca no livro que no programa de TV; em Dexter no Escuro eles estão prestes a se casar embora ela não esteja gravida - como acontece no seriado. Personagens importantes, como Batista, são apenas citados, enquanto a Tenente Maria Laguerta nem aparece.

A única nota triste fica por conta da péssima revisão do texto. É raro encontar um capítulo que não tenha erros grosseiros de gramática ou ortografia. Não chega a comprometer a leitura, mas causa estranheza que uma editora do porte da Planeta deixe um produto tão mal cuidado chegar às prateleiras.

Mas é o tipo de problema que não deve desanimar os fãs de Dexter. Para estes, é leitura obrigatória. Como manda o bom senso, vou correr atrás dos dois primeiros volumes. Vale o investimento!

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Lançamento de Bienvenido neste sábado (1)

Para que for de São Paulo ou estiver passando pela cidade, uma boa pedida é dar uma passada pela HQMix Livraria por volta de 19h.

O premiado jornalista Paulo Ramos estará autografando seu mais recente trabalho, Bienvenido – Um passeio pelos quadrinhos argentinos (veja entrevista aqui).

O livro é resultado de mais de dois anos de pesquisa e várias viagens ao país vizinho. Bienvenido está saindo pela editora Zarabana, tem 176 páginas e preço de R$ 36.

SERVIÇO:
Lançamento: Bienvenido – Um passeio pelos quadrinhos argentinos
Data: 1º de maio, sábado
Horário: 19h30
Loca: HQMix Livraria (Praça Roosevelt, 142, centro de São Paulo)

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Livro Super-Heróis nos Desenhos Animados em pré-venda

Em mais uma incursão no segmento de livros, o núcleo da revista Mundo dos Super-Heróis lança agora Super-Heróis nos Desenhos Animados.

Escrito pelo jornalista, crítico de cinema e colaborador da revista André Morelli, a obra reúne resenhas, curiosidades e fichas técnicas de 200 animações, desde o Superman produzido pelos irmãos Fleischer nos anos 40 até o recente Batman: Os Bravos e os Destemidos.

Super-Heróis nos Desenhos Animados é ilustrado com mais de 1.400 imagens, selecionadas de um total de 18 mil. Este é o segundo lançamento da coleção Biblioteca Mundo dos Super-Heróis (o anterior foi Super-Heróis no Cinema e nos Longas-Metragens de TV, também de autoria de Morelli).

Para contar como foi o processo de criação, André Morelli concedeu esta breve entrevista ao Papo de Quadrinho:

1) Quanto tempo o livro demorou para ficar pronto?
Cerca de um ano de trabalho pesado e divertido, feito durante os intervalos da Mundo dos Super-Heróis.

2) Quais foram os critérios de seleção na escolha dos desenhos?
Seria impossível escrever sobre um assunto tão amplo sem definir critérios. Assim como no livro sobre cinema, o guia de animações tem como foco os super-heróis, tanto os adaptados de outras mídias quanto os criados para os desenhos animados; tanto os "sérios" quanto os humorísticos. E ainda sobrou espaço para séries clássicas de aventura, como Jonny Quest.
Não incluímos no livro longas-metragens ou material produzido diretamente para o mercado de DVDs. A única exceção foi a série animada do Superman, produzida para os cinemas em 1941. Um clássico como esse não poderia ficar de fora. E não citamos nenhum anime; os desenhos japoneses merecem um livro só deles.

3) Quantos desenhos você assistiu e quantos entraram no livro?
O livro tem mais de 200 séries resenhadas. Agora, responder a outra pergunta é difícil. Quando era garoto, tentei catalogar todos os desenhos que assistia. Desisti da contagem ao chegar nas 500 animações, e até hoje acompanho os novos lançamentos.

4) Teve algo que você levantou nas suas pesquisas que o surpreendeu?
Foi interessante perceber quantos profissionais dos quadrinhos também trabalharam com animações. Alex Toth é o mais conhecido, mas até o Jack Kirby colaborou com muitos desenhos dos anos 80, como Thundarr, o Bárbaro. Aliás, a série do Thundarr também contou com o trabalho do Alex Toth e roteiros do Steve Gerber, que escreveu durante décadas para a Marvel e a DC.

5) Quais foram as maiores dificuldades para concluir o livro?
Existe muito material de pesquisa sobre animação, tanto no Brasil quanto no exterior. Mas muitas vezes os dados técnicos não batem. Checar e cruzar as informações de 200 animações foi uma tarefa demorada, mas o resultado valeu a pena. Outra dificuldade foi conseguir imagens com boa resolução de animações mais antigas. Se não fosse a ajuda de alguns colecionadores espalhados pelo Brasil, muitos desenhos teriam sido cortados do projeto final.

Super-Heróis nos Desenhos Animados tem 164 páginas, capa e miolo coloridos, formato 26,6 x 20,6 cm e preço de R$ 49,90. Quem quiser, pode garantir seu exemplar em pré-venda por R$ 37,90 no site da editora.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Bienvenido: novo livro de Paulo Ramos

O mais novo lançamento editorial do premiado editor do Blog dos Quadrinhos vai sair pela editora Zarabatana.

O livro nasceu a partir de viagens de Paulo Ramos à Argentina e faz um retrato da indústria de quadrinhos daquele país e de seus principais criadores por meio de análises, entrevistas e depoimentos.

A capa foi produzida exclusivamente pelo artista Liniers, autor das tiras de humor Macanudo, publicado no Brasil também pela Zarabatana.

Faltando cerca de um mês para a chegada de Bienvenido - Um passeios pelos quadrinhos argentinos às lojas, Paulo Ramos gentilmente adiantou um pouco do conteúdo da obra nesta entrevista exclusiva para o Papo de Quadrinho:

O livro é resultado de viagens que você fez para a Argentina, certo?
A ideia surgiu a partir das viagens, sim, mesmo que isso não estivesse claro para mim na época. Foram quatro viagens entre 2007 e o fim de 2008. Sempre que voltava de lá, achava que valeria contar como são os quadrinhos argentinos, ainda tão desconhecidos do leitor brasileiro.
Desse primeiro contato, surgiu a série de reportagens "Muito Além de Mafalda", veiculadas no Blog dos Quadrinhos no primeiro semestre do ano passado. O projeto do livro surgiu depois disso. Reiniciei a pesquisa e a escrita do zero. Aprofundei muito mais, entrevistei autores, fiz duas outras viagens a Buenos Aires, em agosto e dezembro de 2009, para contatos, checagem de dados e atualização de informações.

O livro se propõe a ser um Raio-X da atual produção de quadrinhos naquele país?
Bienvenido faz o que o subtítulo sugere: um passeio pelos quadrinhos argentinos, tanto de hoje como de ontem. Dividi a obra em dez capítulos, que enxergo como dez reportagens sobre diferentes aspectos da produção de lá. Em cada uma dessas matérias, exploro os temas ao longo do tempo e mostro o contexto histórico do país, que exerce influência direta na produção.
Um exemplo: no capítulo dedicado à revista
Fierro, abordo tanto a nova fase da publicação quanto a versão anterior, das décadas de 1980 e 90, bem como as raízes do surgimento dela, ligadas ao fim do período militar e ao processo de redemocratização do país. Os capítulos vão construindo aos poucos a estrutura de como são os quadrinhos argentinos.

De tudo que você encontrou por lá, o que mais chamou sua atenção?
Muita coisa. De momento, me ocorrem duas. A primeira é o fato de haver essa muralha editorial entre as produções daqui e a de lá. Quando olhamos além dessa barreira, podemos ver uma vasta produção, de muita qualidade. O que também me chamou muita atenção foi o papel do escritor Héctor Germán Oesterheld no país. Expoente do gênero, ele foi sequestrado e assassinado pelos militares na segunda metade da década de 1970. Ele, as quatro filhas - duas delas grávidas - e dois genros. Entrevistei a viúva do roteirista, Elsa Oesterheld. É um relato impressionante, um dos mais marcantes que tive a oportunidade de reportar em mais de 15 anos como jornalista.

Foi possível identificar a existência de uma "escola" argentina de quadrinhos?
Talvez não uma escola propriamente dita, mas há alguns autores que influenciaram muito a produção de lá. Héctor Germán Oesterheld definiu muito do modo como os roteiros de aventuras foram criados a partir de 1950. Papel semelhante ao que Francisco Solano López, Alberto Breccia e Hugo Pratt - que trabalhou na Argentina entre 1950 e 60 - exerceram na parte gráfica. Quino também foi um divisor de águas. As tiras se tornaram mais críticas e sociais após Mafalda. Muito do que se lê hoje encontra raízes nesses autores.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Novo almanaque de desenhos animados

Ouço falar do trabalho do jornalista Paulo Gustavo Pereira desde a segunda metade da década de 80. Se a memória não me trai, ele lecionou na mesma faculdade em que cursei jornalismo, a Metodista, no ABC Paulista, e foi autor de um artigo na Folha de São Paulo sobre o Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller.

Graças a este artigo, voltei a ler HQs depois de um longo hiato na adolescência; então, se eu não estiver errado quanto à autoria do artigo, devo esta ao Paulo. Depois, passei a acompanhar seu trabalho, especialmente o relacionado a cinema e séries de TV.

Paulo Gustavo Pereira é autor do recém-lançado Animaq – Almanaque de Desenhos Animados (Matrix Editora, 320 páginas, R$ 45,00). O livro é diversão garantida.

Como o próprio autor cita na introdução, se não estão lá todos os desenhos exibidos na TV brasileira, estão quase todos.

Pense numa animação que marcou sua infância e certamente a encontrará neste livro.

Os desenhos são divididos em décadas (levando em conta o ano de produção) e organizados em ordem alfabética. É um almanaque clássico, com verbetes curtos e de consulta rápida. Intercalando os capítulos, há artigos mais completos do Paulo Gustavo contextualizando a característica mais marcante de cada período das animações.

O autor não cedeu à tentação de se concentrar apenas nos programas de TV que marcaram a infância de sua própria geração. O livro avança até a primeira década dos anos 2000 e inclui animações novíssimas, como por exemplo, Garota Supersábia e Mecanimais, exibidas pelo Discovery Kids.

Se há um porém neste Animaq é o fato de as fotos ilustrativas serem em preto e branco. Obviamente, se todas as páginas fossem coloridas, o preço seria bem maior. Como consolo, além da coletânea de personagens na capa e contracapa, há oito páginas coloridas no miolo com uma pequena parcela dos desenhos resenhados – as duas páginas centrais são exclusivamente de super-heróis!

Como bônus, o livro traz um apêndice com a transcrição da narração da abertura de conhecidos desenhos e uma seleção de temas musicais que embalavam estas produções.

Para amantes da animação, saudosistas, profissionais, estudiosos e curiosos, Animaq é leitura indispensável.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Mais ciências exatas em quadrinhos


Dando continuidade à publicação da série The Mangá Guide no Brasil, a editora Novatec lançou mais três edições nos últimos meses: Eletricidade, Estatística e Física Mecânica Clássica.

No Guia Mangá de Eletricidade, de Kazuhiro Fujitaki, o leitor aprende, por meio dos esforços da jovem Rereko para passar no exame da escola Electopia, conceitos relacionados a voltagem, corrente e resistência, indutância e capcitância, transformadores, semicondutores, diodos e transistores, e a ligação entre eletricidade e campos magnéticos.

Em Estatística (de Shin Takahashi), o professor Yamamoto ensina a Luy – e ao leitor – como calcular a mediana e o desvio-padrão, probabilidade, coeficiente de Cramer, utilidade do valor-padrão e outras ferramentas relacionadas á disciplina.

Por fim, o Guia Mangá de Física Mecânica Clássica (Hideo Nita), o jovem físico Ryota vai utilizar exemplos da vida real para ajudar a atleta Megumi a melhorar seu desempenho no jogo do tênis e se dar bem nas aulas de Física. Entre as lições, estão conceitos como deslocamento e impulso, movimento parabólico, relação entre força, massa e aceleração, as Leis de Movimento de Newton e cálculo de energia cinética, entre outros.

Dito assim, as matérias dos livros chegam a assustar. No entanto, o uso da linguagem dos quadrinhos, da dramatização e de objetos do dia a dia, como patins e lanternas, facilitam o aprendizado.

Cada livro tem 224 páginas (o de Física tem 248) e podem ser adquiridos diretamente no site da Novatec por R$ 39,00. Até o final de abril, está valendo uma promoção exclusiva para os leitores do Papo de Quadrinho que dá 20% de desconto na compra de qualquer título. Basta informar o código PAPODEQUADRINHO no carrinho de compras.

A Novatec já anunciou os próximos lançamentos da série Guia Mangá: Cálculo e Biologia Molecular.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Ciências exatas em quadrinhos

Aviso: numa parceria com a Novatec Editora, os leitores do blog têm 20% de desconto nas compras feitas pelo website da editora. Basta informar o código promocional PAPODEQUADRINHO no carrinho de compras. A promoção vale para todo o catálogo é vai até o dia 31 de dezembro.

História e Literatura são disciplinas bastante comuns de ser encontradas nos quadrinhos; o mesmo não se pode dizer de Matemática, Tecnologia da Informação, Engenharia, Física...

Esta iniciativa da Novatec Editora, se não é inédita, é no mínimo rara. Numa parceria com a editora americana Starch Press e a japonesa Ohmsha, a Novatec traz para o Brasil a série The Manga Guide, que combina a narrativa dos quadrinhos – em estilo mangá, claro – com conhecimentos científicos.

O primeiro volume é Guia Mangá de Banco de Dados, de Mana Takahashi, já à venda no site da editora. Na trama, a princesa Ruruna e seu amigo Cain estão com problemas para organizar seu império de vendas de frutas. É quando aparece Tica, a fada mágica do Banco de Dados, para ensiná-los a gerenciar a comercialização e estoque das mercadorias.

Entre os ensinamentos estão a criação de um banco de dados relacional, o significado de termos como esquemas, chaves, normalização, indexação, replicação e transação, operações relacionais e de conjunto, modelos entidade-relacionamentos, controle de acesso, bloqueios para evitar duplicidade de dados, linguagem SQL para atualização, consulta e geração de relatórios, recuperação de dados, e por aí vai...

Sim, eu sei, dá arrepios só de pensar. Mas a linguagem dos quadrinhos é uma ótima ferramenta para tornar estes conceitos, se não mais fáceis, pelo menos mais divertidos e digeríveis.

Os próximos lançamentos programados são os guias mangá sobre Estatística, Eletricidade e Cálculo, Biologia Molecular e Física.

Uma ótima pedida para estudantes e profissionais destas áreas e para os amantes dos quadrinhos de modo geral.

Guia Mangá de Banco de Dados tem 224 páginas e custa R$ 39,90 (ou R$ 31,92 para os leitores do Papo de Quadrinho que comprarem pelo site da Novatec).

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Tributo a Gene Colan

Às vésperas de completar 84 anos, em janeiro, este veterano dos quadrinhos e um dos primeiros e principais desenhistas do universo Marvel vai ganhar uma justa homenagem.

Em fevereiro de 2010, a Aardwolf Publishing e a Marvel lançam The Invincible Gene Colan, uma biografia ricamente ilustrada e com depoimentos de gente como Stan Lee, Roy Thomas, Neil Gaiman, Walter Simonson, Marv Wolfman e John Romita Sr.

A edição numerada e autografada será vendida a U$ 60. Haverá também uma edição especial limitadíssima: apenas 52 unidades, cada uma delas com um esboço exclusivo desenhado pelo próprio Colan, ao preço de US$ 140.

Ao longo de mais de 65 anos de carreira, o traço elegante de Gene Colan deu vida a personagens como Homem de Ferro, Namor, Capitão América, Mulher-Maravilha e vários contos de terror da Warren nos anos 70.

Este livro é uma homenagem mais que merecida e um belo presente para os fãs que puderem ter acesso.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Turma do Gabi em cartilha de Empreendedorismo

O material didático foi produzido pela Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) Ação Social Projeto Fabricando Empresários para a Semana Global do Empreendedorismo, realizada em mais de 90 países e que, este ano, começa dia 16 de novembro.

A convite do instrutor voluntário e organizador da cartilha, Luiz Bruno Vianna, o cartunista Moacir Torres, do Estúdio EMT, produziu parte do material em formato de uma história em quadrinhos utilizando os personagens da sua Turma do Gabi. O resultado você confere clicando aqui.

Como o tema deste ano será a Formalização, a historieta criada por Moacir mostra como o garoto Matheus passou de ambulante para um bem sucedido microempresário.

A cartilha também traz textos escritos por Jamaci Messias Damasceno com conceitos e dicas úteis sobre empreendedorismo e formalização.

É sempre louvável ver iniciativas que lançam mão da linguagem única dos quadrinhos para atingir públicos de diferentes faixas etárias e níveis de escolaridade.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Livro: A Arte de Ditko

A IDW coloca à venda no próximo dia 25 o livro The Art of Ditko, editado por Craig Yoe.

A biografia traz histórias desenhadas pelo grande artista, reprodução de originais e ensaios escritos por Craig Russel, John Romita e Jerry Robinson. A introdução é de Stan Lee, seu parceiro na criação do Homem-Aranha e do Doutor Estranho.

Pequena biografia:
Formado pela Cartoonists and Illustrators School de Nova York, Steve Ditko publicou seu primeiro trabalho em 1953, pela DC Comics, na revista Fantastic Fears. No ano seguinte, começou uma intensa produção de quadrinhos para a Charlton Comics, onde criou o Capitão Átomo, em 1960.

Estreou na Marvel com as revistas Strange Tales, Journey Into Mystery e Two Gun Western. Em 1966, Ditko deixou a editora e voltou para a Charlton, onde reformulou o Besouro Azul e voltou a trabalhar com seu Capitão Átomo.

Nos anos seguintes, continuou desenhando ativamente para várias editoras, como a DC, a Eclipse, Dark Horse e a própria Marvel. Atualmente, leva uma vida reclusa em Nova York.

Seus problemas de relacionamento com Stan Lee começaram já no tempo em que ambos criavam as histórias do Homem-Aranha, na primeira metade dos anos 60. As causas do afastamento dos dois nunca foram bem explicadas.

O clima esquentou mesmo décadas depois, numa entrevista de Ditko para a revista americana Wizard, em 2002. A polêmica envolveu os créditos pela criação do Homem-Aranha que, na sua visão, estavam sendo atribuídos exclusivamente a Stan Lee.

A sinopse divulgada pela IDW não revela se esta passagem da vida do artista é explorada nem o preço. É o tipo de lançamento que, infelizmente, nunca veremos por aqui.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Livro reúne ilustrações de Charles Vess

Se o leitor não está associando o nome à pessoa, tente lembrar da história Sonhos de Uma Noite de Verão, publicado na revista Sandman 19. Ainda não captou? Tente a terceira edição de Livros de Magia. Também não? Então aceite minha sugestão e corra atrás destas HQs o quanto antes.

Premiado três vezes com o Will Eisner (1996, 1996 e 1997), Vess tem uma obra extensa nos quadrinhos. Mas onde ele se destaca, mesmo, é na fantasia. Suas imagens de elfos, fadas, trolls, duendes e afins são ao mesmo tempo belas e perturbadoras. O artista consegue transmitir a dualidade de intenções destes seres místicos como poucos.

A editora americana Dark Horse está programando para o dia 23 de novembro o livro Drawing Down the Moon: The Art of Charles Vess. São 200 páginas com décadas de trabalho do autor, capa dura e preço de US$ 39,99.

Para alegria dos fãs, a editora está disponibilizando o livro na íntegra em sua página de e-comics; para desespero dos fãs, a página não funciona direito e pára de carregar as imagens. Quem sabe, quando você ler isto, o problema já estará solucionado...

De todo modo, este lançamento é louvável e um colírio para os olhos que provavelmente nunca chegará por aqui. Pena.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

5 Perguntas para André Morelli

Jornalista e colega de redação da revista Mundo dos Super-Heróis, André Morelli acaba de concluir o livro Super-Heróis no Cinema e nos Longa-metragens da TV, em pré-venda no site da Editora Europa. A obra apresenta resenhas e comentários de mais de 150 adaptações cinematográficas de personagens dos quadrinhos e é ilustrado com mais de mil fotos.

André Morelli responde as 5 Perguntas do Papo de Quadrinho desta semana:

Quanto tempo levou entre a concepção do livro e sua conclusão?
Acredito que da concepção até o livro chegar da gráfica foi cerca de um ano de muito trabalho e pesquisa.

Quais foram os critérios para escolher os filmes que entrariam e os que ficariam de fora?
O critério foi indicar filmes que se inspiraram em quadrinhos. Dessa forma, filmes como Hancock ou Darkman ficaram de fora, já que são personagens criados diretamente para o cinema. Em compensação, os filmes inspirados em personagens pulp foram incluídos, pois além de considerar a literatura pulp uma espécie de "pai" das histórias em quadrinhos, seus personagens mais famosos (Tarzan, Sombra) têm uma história longa relacionada às HQs. Outro critério foi deixar de lado produções infantis e mais ligadas ao humor, como Riquinho e Garfield. Essa regra só foi quebrada em histórias que brincam com os clichês dos super-heróis, como a comédia Heróis muito Loucos.

São mais de 150 filmes resenhados. Como vc fez para assistir a todos, inclusive aqueles difíceis de encontrar?
Como fã de quadrinhos e de cinema, eu já tinha assistido à maioria dos filmes citados no livro. Para os mais obscuros, tive acesso às coleções particulares de alguns dos colaboradores da Mundo dos Super-Heróis. Para os difíceis de verdade, a Internet foi essencial. O Superman indiano é um filme difícil de ser encontrado até na Índia, mas alguns malucos disponibilizaram o material online. E trabalhos como os fan filmes têm a rede como principal ferramenta de exibição e divulgação.

Quais foram as principais dificuldades que vc encontrou na confecção deste livro?
Foi acima de tudo um trabalho que precisou de tempo para ser concluído. Eram muitos filmes, muitas informações para serem cruzadas e checadas. E durante a produção do livro, continuei escrevendo matérias para a Mundo. Foi uma correria inacreditável, mas o esforço valeu a pena.

Comente algumas das principais descobertas que vc fez durante a pesquisa.
Foram tantas que fica difícil citar uma em especial. Desde o começo do projeto, o foco do livro foi ir atrás de curiosidades sobre os filmes. Algumas pessoas podem até estranhar o espaço dado para algumas produções que no próprio livro eu cito como ruins, mas no final vale como curiosidade. Alguns desses filmes se tornaram raridades e as imagens servem para mostrar que quando o assunto são adaptações de quadrinhos, já se produziu de tudo.

Super-Heróis no Cinema e nos Longa-metragens da TV pode ser encomendado a preço promocional de R$ 24,90 no site da Editora Europa, com previsão de entrega para 10 de setembro. Depois disso, o preço normal é R$ 39,90.