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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Lançamento: Almanaque Meteoro 2

Roberto Guedes continua “mandando brasa” com seu personagem Meteoro e anuncia o lançamento do segundo número do prozine pelo seu selo Guedes Manifesto.

Almanaque Meteoro 2 dá continuidade à nova origem do super-herói brasileiro, reformulado na edição inaugural, e o confronta com seu primeiro arquiinimigo, Chino, O Executor. Roteiro de Guedes e arte de Aluísio de Souza e Júlio Cesar Zvir.

Ainda na parte dedicada às histórias em quadrinhos, a publicação traz a estreia de duas outras criações de Guedes: o guerreiro pré-medieval Zan-Garr (que ilustra a capa desta edição), desenhado por Fábio Cerqueira: e o Patrulheiro Audacioso, que enfrenta o mal pelas estradas do interior do Brasil (arte de Aluísio de Souza e André Valle).

Como todo prozine que se preza, Almanaque Meteoro tem também matérias. Neste número, curiosidades sobre o Pato Donald (por Cesar Brito), Jornada nas Estrelas (Sandro José dos Santos) e Dico, o Artilheiro (Gerson Fasano).

Dono de profundo conhecimento sobre o assunto e de um estilo envolvente de escrita, Guedes presenteia os leitores com 13 páginas sobre a trajetória dos quadrinhos no Brasil – do pioneiro Ângelo Agostini aos dias de hoje, passando pelas grandes editoras Ebal, Abril, RGE, Edrel, Vecchi e Grafipar.

Por fim, o cartunista Bira Dantas colabora com um pin-up.

A capa desta edição foi desenhada pelo veterano Sebastião Seabra e colorida por Zé Borba (veja making of da colorização aqui).

Almanaque Meteoro 2 tem 52 páginas, capa colorida, miolo p&b, e custa R$ 5,00, com frete incluso. Os pedidos podem ser feitos pelo blog ou e-mail de Roberto Guedes. A tiragem é limitada.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Guedes lança selo editorial e prozine

O incansável tradutor, editor, roteirista, desenhista e estudioso dos quadrinhos, Roberto Guedes, acaba de se lançar numa nova empreitada: transformou seu blog, o Guedes Manifesto, em selo editorial e tomou emprestado o nome de sua principal criação para batizar o prozine (fanzine feito por profissionais) Almanaque Meteoro.

A publicação – impressa, e não virtual como alguns recentes lançamentos nesta área – segue a tradição dos fanzines e mistura quadrinhos, artigos, entrevistas e pin-ups.

Nessa aventura, Guedes está muito bem acompanhado: Márcio Baraldi, Emir Ribeiro, Bira Dantas, André Valle e Paulo Caesar na parte dos quadrinhos; o veterano Rodolfo Zalla e o roteirista da Disney, Oscar Kern, em entrevistas exclusivas; e César Brito e Gérson Fasano nos artigos.

O que chama atenção no Almanaque Meteoro é a volta do personagem de Guedes, ameaçado de cancelamento pelo próprio autor em julho do ano passado. Meteoro volta na série Aquele que está nos ares reformulado, livre de continuidade e com nova identidade, Roger Mainardi. O roteiro é de Guedes e a arte de Aluísio de Souza e Júlio Cesar Zvir.

Almanaque Meteoro 1 tem 52 páginas, capa colorida, miolo p&b, formato 16 x 23 cm e preço de R$ 5,00. As encomendas podem ser feitas diretamente por e-mail. A tiragem é limitada.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Meteoro não vai mais voar...

O escritor, estudioso dos quadrinhos, roteirista e tradutor Roberto Guedes informa que vai interromper por tempo indeterminado seu trabalho com o personagem, criado por ele em 1987.

Felizmente, não é uma decisão definitiva: “Se surgir uma proposta realmente boa e concreta de publicação, Meteoro pode voltar. Chega de promessas e delírios. Isso só nos atravanca e impede que a gente se concentre em novos projetos”, disse Guedes com exclusividade para o Papo de Quadrinho.

E o que motivou esta decisão? “Eu produzi uma nova origem, reformuladinha para o novo milênio, para leitores que estão chegando agora. Paguei de meu próprio bolso artistas profissionais do mais alto gabarito, fiz tudo certinho. A editora interessada tinha apenas que acertar comigo, mas nada...”, explica.

O autor enxerga a publicação do Meteoro por editoras independentes ou mesmo em sites de HQ Online como uma alternativa, o que significa que ainda poderemos vê-lo voando pelo bairro do Ipiranga, em São Paulo, ou em Rain City, o ambiente globalizado que Guedes criou para a publicação das novas aventuras do herói.

“Um dia, quem sabe, posso até reeditar as HQs antigas do herói em um álbum nostalgia... para os fãs. Mas, por enquanto, vou me concentrar em outras coisas”.

Meteoro já foi publicado no Brasil pela Status Comics, Fire Comics, Editora Escala e SM Editora (atual Júpiter II).

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

5 Perguntas para Roberto Guedes

Roberto Guedes é autor de importantes obras sobre Histórias em Quadrinhos e acaba de faturar um Troféu Bigorna por seu útlimo trabalho nesta linha, A Era de Bronze dos Super-Heróis.

Trabalhou como editor, redator e tradutor para as editoras Opera Graphica, Mythos, Escala e Panini. Foi fanzineiro e é criador do super-herói nacional Meteoro (ao lado).

No início de novembro, botou no ar seu blog, Guedes Manifesto, com “ensaios e reflexões sobre um pouco de tudo”.

Esta semana, ele responde as 5 Perguntas do Papo de Quadrinho:

Depois de tantos livros, artigos e fanzines, como surgiu a idéia do seu blog?
Desde 2005 eu vinha participando de listas de discussão no yahoo, e, mais recentemente, do fórum Gibihouse. Mas sempre foi uma coisa muito restrita a um pequeno grupo de pessoas. Com o blog, acredito ter criado um canal de comunicação com os leitores muito mais abrangente, em que posso transmitir meus conhecimentos, falar de meus projetos e interagir com maior liberdade com os fãs.

Como você avalia a atual fase dos comics americanos de super-heróis, com sucessivas mortes e renascimentos, retcons, crises e afins?
Confesso que cansei dessa ladainha. Até pode ser atraente para a nova geração de leitores, que não tem uma referência pregressa pra comparar e analisar. Mas acredito que mesmo esses leitores se cansarão bem rápido de tudo isso. Histórias repetitivas e desenhos sem personalidade. Não serei radical em afirmar que todas as histórias de Marvel e DC padeçam desse mal, mas citar um ou outro trabalho de qualidade não refresca nada. Além disso, uma andorinha não faz verão.

Você já estudou profundamente todas as "eras" dos quadrinhos. Na sua opinião, qual foi a mais significativa?
Acho que todas têm sua importância. As de Ouro e Prata são as mais significativas em termos criativos. Afinal, a primeira é o começo de tudo, e a segunda, a que trouxe de volta, e estabeleceu os super-heróis como produto editorial insuperável. A Era de Bronze não fica muito atrás, principalmente por serem aí criadas as bases do mercado para os anos seguintes.

Indique 10 histórias que todo fã de quadrinho deveria ler antes de morrer.

Putz, isso é bem complicado! Imagino que você queria saber quais são as 10 HQs de super-heróis que eu indicaria, não é? Algo bem particular, que isso fique bem claro...

1 – “The final chapter!” de Amazing Spider-Man 33 (1966). Saiu por aqui pela EBAL, Bloch, Abril. De Stan Lee e Steve Ditko. Soterrado sob toneladas de aço, o Aranha não se entrega e mostra o verdadeiro significado das palavras “heroísmo” e “superação”. Além disso, é uma grande prova de amor ao próximo. Essa história foi tão marcante pra mim, que parafraseei uma das falas do Aranha na página de dedicatória de Quando Surgem os Super-Heróis.

2 – “Como era verde o meu Duende!” e “O Aranha salva o dia!” de ASM 39 e 40 (1966). É a estréia de John Romita na série do Aranha, e quando o Duende descobre a identidade do herói e vice-versa. Essas coisas não aconteciam com muita freqüência nas HQs – ao contrário de hoje em dia. Foi um grande momento na vida do Aranha, e um choque para os leitores. Recentemente, foram reprisadas em Homem-Aranha: Grandes Desafios 3, da Panini.

3 – “A trilogia das drogas”, assim chamada as histórias entre ASM 96, 97 e 98 (1971). Stan Lee, Gil Kane e John Romita. Uma história revolucionária que tratou de um assunto delicado. O melhor amigo do Aranha torna-se um viciado, seu pior inimigo retorna sedento de vingança, e o final mais bonito de todos os tempos, com Peter e Gwen (seu único e verdadeiro amor), juntos outra vez. De que mais os leitores precisam? Recentemente, em Homem-Aranha: Grandes Desafios 4.

4 – “Este homem... este monstro!”, por Stan “The Man” Lee e Jack “The King” Kirby. Fantastic Four 51 (1966). Só saiu por aqui uma única vez (que pecado!), num gibi do Aranha da EBAL (consultem o site guia dos quadirnhos). Olha, eu poderia escrever um livro sobre esta história, que trata da inveja e da amizade entre os homens, ou da cena inesquecível de Bem Grimm na chuva... mas só vou dizer que Stan e Jack mostraram porque, enquanto dupla de criadores, foram insuperáveis.

5 – “A trilogia de Galactus”, por Stan Lee e Jack Kirby. Entre Fantastic Four 48 a 50 (1966). Até hoje, só foi republicada de maneira decente no Brasil pela EBAL, nas páginas da revista do Homem-Aranha. Preciso me estender em mais comentários sobre a saga que introduziu Surfista Prateado e Galactus ao reino dos Comics? Bah...

6 – “A marca do Coringa” de Detective Comics 476 (1976). Tanto a EBAL quanto a Abril publicaram essa formidável HQ. Na verdade, recomendo a leitura de todas as HQs do Batman escritas por Steve Englehart. Pela primeira vez, alguém teve a coragem de mostrar que Bruce Wayne não era apenas um disfarce pro Cruzado Embuçado. Batman luta com seu maior inimigo sobre um prédio em construção durante a mais violenta tempestade da história meteorológica de Gotham City, enquanto sua amada, a belíssima, e inteligente Silver St. Cloud a tudo observa, apreensiva. O final é de dar nó na garganta. Steve, seu sacana...

7 – “Nova”, de The Man Called Nova 1 (1976), e por aqui, em Super-Heróis Marvel 1 ou Almanaque Marvel 17 da RGE. Esse é o cara! Esse é o herói! “Eu posso voar... como uma estrela cadente... como um foguete humano! E tudo isso aconteceu comigo... comigo!”, Marv Wolfman e John Buscema rules!

8 – “A morte da Phenix” (ou assim conhecida) a história publicada em X-Men 137 (1980). Por aqui, saiu pela primeira vez no Grandes Heróis Marvel 7 (1985) da Editora Abril. Por Chris Claremont. Um grande momento dos quadrinhos. Bem escrito, bem desenhado. Um final comovente.

9 – “Whatever happned to the man of tomorrow?”, entre Superman 423 e Action Comics 583 (1986). Por aqui, saiu pela Abril, Opera Graphica e Panini. O escritor inglês Alan Moore conta como foi a última aventura do Superman da Era de Prata... provando que a DC Comics não havia nada de errado com Superman, e que não precisavam mexer na sua mitologia.

10 – Todas as 18 histórias da série original do Surfista Prateado escritas por Stan Lee. A Panini está lançando este mês a Biblioteca Histórica do herói com esse material.

Por onde anda o Meteoro?
Está curtindo umas “férias” forçada. Mas pretende voltar à ativa em 2009. Se Deus quiser!

Guedes está promovendo suas obras teóricas no Guedes Manifesto com descontos especiais e brindes. Confiram em: http://guedes-manifesto.blogspot.com/