Mostrando postagens com marcador Watchmen. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Watchmen. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Desafio Cultural Motion Comic Watchmen: Resultado

Como anunciado, o Desafio Cultural promovido pelo Papo de Quadrinho e a Warner Home Video – por meio de sua agência de mídias sociais, a Agência Ideal – foi encerrado no domingo passado, dia 27.

As respostas mais criativas à pergunta Se você fosse o Dr. Manhattan, o que faria para melhorar o mundo?, escolhidas por uma comissão da Agência Ideal, foram:

Ao invés de tentar criar sistemas "anti" armas nucleares, transformaria-as em algo mais útil. Como cerveja, de HelderRM.

Eu eliminaria Zack Snyder, de leonebachega.

Os autores das frases já foram contatados e receberão em casa um DVD Motion Comic Watchmen cada.

O Papo de Quadrinho, a Warner Home Video e a Agência Ideal agradecem a todos os participantes de mais este Desafio Cultural. Fiquem ligados nas novas promoções que vão aparecer por aqui.

sábado, 12 de setembro de 2009

Desafio Cultural: Motion Comic Watchmen

Se você fosse o Dr. Manhattan, o que faria para melhorar o mundo?

O Papo de Quadrinho e a Warner Home Video, por meio de sua agência de mídias sociais, a Agência Ideal, lançam o Desafio Cultural: Motion Comic Watchmen.

Os autores das duas respostas mais criativas ganharão um DVD Motion Comic Watchmen cada.

Para participar é simples:

1) Siga o perfil @WatchmenHQ_DVD no twitter.

2) No twitter, poste a sua resposta da seguinte forma: @WatchmenHQ_DVD + resposta da pergunta: “Se você fosse o Dr. Manhattan, o que faria para melhorar o mundo?”

O prazo para envio é até o dia 27 de setembro. Os dois vencedores serão escolhidos por uma comissão da Agência Ideal e anunciados no Papo de Quadrinho e no twitter no dia 30.

Cada participante concorre com quantas respostas quiser.

Qualquer pessoa pode participar desde que possua endereço de remessa dentro do território nacional.

Os vencedores serão contatados via twitter para informar os dados pessoais e receberão um DVD Motion Comic Watchmen em suas residências sem qualquer despesa.

Casos omissos serão resolvidos pela Comissão Organizadora.

Boa sorte!

terça-feira, 21 de abril de 2009

Papo de Quadrinho viu: Sob o Capuz

O mini-documentário fictício acompanha a animação Contos do Cargueiro Negro no DVD lançado dia 24 de março e funciona como complemento do longa-metragem Watchmen. Não chega a ser um documentário. O formato está mais para uma reportagem nos moldes do programa americano 60 Minutes.

O jornalista Larry Culpeper reapresenta uma entrevista feita em 1975 com Holis Mason pouco depois dele lançar a autobiografia Sob o Capuz e quando o decreto Keene, que proibiu a atividade de vigilantes mascarados, já estava em discussão no Senado americano.

Stephen McHattie dá um show como o velho Holis Mason/Coruja. Na entrevista, revela tudo aquilo que os leitores de Watchmen conheceram por meio dos capítulos do livro publicados dentro HQ: a carreira policial, a influência das primeiras histórias em quadrinhos de super-heróis, a escolha do uniforme e do nome Coruja, o surgimento dos demais mascarados, a formação dos Minutemen.

O programa ouve outros protagonistas desta história: Sally Júpiter, a primeira Espectral; Lawrence Shexnayder, ex-marido e ex-agente de Sally; o vilão aposentado Moloch, o Místico; e Wally Weaver, ex-colega do Dr. Manhattan.

Na parte destinada a ouvir as pessoas da rua, uma grata surpresa: Bernard, o jornaleiro, é um dos entrevistados.

Ou seja: com exceção da Espectral, todos aqueles personagens que apareceram pouco ou nada no filme Watchmen ganham destaque neste extra.

O programa tem 37 minutos, é muito bem feito, tem ritmo e informação na dose certa. As cenas “históricas” dos Minutemen em ação - em vídeo ou fotos envelhecidos - são de encher os olhos. Os comerciais que interrompem o programa são a cereja do bolo: um do perfume Nostalgia, de Adrian Veidt, outro de um relógio de pulso digital e o último sobre um revolucionário produto para limpar privadas!

Se a animação de Contos do Cargueiro Negro decepciona sob diversos aspectos, o mesmo não acontece com Sob o Capuz. O programa capta aquilo que o texto de Holis Mason tem de melhor e essencial, e dramatiza-o de forma espetacular.

Se você gostou da sequência de abertura de Watchmen, vai adorar Sob o Capuz.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Papo de Quadrinho viu: Contos do Cargueiro Negro

A “história dentro da história” de Watchmen ganhou uma animação por ocasião do lançamento do filme e está disponível em DVD e Blu-Ray desde 24 de março.

Com duração de 25 minutos, o desenho tem produção e roteiro co-escrito pelo diretor de Watchmen, Zack Snyder. O personagem principal foi dublado por Gerard Butler, o Leônidas de outra adaptação dos quadrinhos dirigida por Snyder, 300.

Contos do Cargueiro Negro é uma HQ fictícia narrada paralelamente aos eventos de Watchmen. É, ao mesmo tempo, uma homenagem aos quadrinhos clássicos de piratas e terror e uma metáfora da trama principal, em que um homem comete atos hediondos pensando no bem comum.

A história conta a tentativa desesperada de um náufrago para salvar a cidade de Davidstown depois que teve seu navio atacado pelos sanguinários piratas do Cargueiro Negro. Navegando uma balsa construída com os cadáveres de sua tripulação, o capitão enfrenta tubarões, a fome, a solidão e a loucura. Quando finalmente chega a seu destino, descobre dolorosamente que se transformou no próprio horror que pretendia combater e se junta à tripulação maldita do Cargueiro Negro.

O desenho foi produzido de forma competente. O problema é que narrada assim, de uma só tacada, a história perde aquilo que tem de mais impressionante nos quadrinhos: a tensão crescente, a forma como que, homeopaticamente, o leitor vai sendo conduzido para dentro da loucura do capitão de Davidstown.

Na adaptação para a linguagem animada, algumas falas (poderosas) criadas por Alan Moore foram suprimidas, enquanto que algumas sequências, dramatizadas. Claro, faz parte dos ajustes necessários na transição de uma mídia para outra, mas a conclusão é que Contos do Cargueiro Negro funciona muito melhor nos quadrinhos que no desenho animado.

A trilha sonora dos créditos finais é um capítulo à parte: Pirate Jenny (1928), de Bertolt Brecht e Kurt Weill , interpretada por Nina Simone. “(...) And the ship / The black freighter /Disappears out to sea / And On It Is Me”.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

A quantas anda a bilheteria de Watchmen?

Passados 40 dias da estréia da adaptação cinematográfica de uma das melhores HQs de todos os tempos, foram arrecadados US$ 106,6 milhões em solo americano e outros US$ 73,2 milhões ao redor do mundo, totalizando pouco menos que US$ 180 milhões.

O montante mal paga a produção de US$ 150 milhões, sem contar a verba não declarada de marketing e a mordida da Fox, por conta do acordo judicial que a Warner foi obrigada a fazer semanas antes da estreia.

Só para constar, no Brasil, até o dia 5 de abril, o filme rendeu US$ 1,96 milhão.

Sem querer bancar o sabichão, sempre achei que Watchmen não seria um filme de larga bilheteria. Esta minha opinião está publicada na Wizmania de março, em depoimento que dei para a revista dois meses antes.

Watchmen, a HQ, é uma obra para poucos. Para apreciá-la, é preciso ser fã de quadrinhos e estar antenado com os novos tempos. O filme conseguiu ser ainda mais hermético.

A decepcionante bilheteria tem dois lados:

O negativo é que dá argumentos para os detratores da obra de Alan Moore em geral e parece legitimar a opinião dos críticos do filme – tanto aqueles primeiros (detratores da obra de Alan Moore em geral) quanto os fãs puristas que não engoliram as mudanças feitas para a tela grande.

O aspecto positivo é que, pelo menos, nenhum executivo da Warner vai ter a infeliz ideia de inventar uma seqüência e, aí sim, botar tudo a perder.

Talvez seja melhor assim...

segunda-feira, 23 de março de 2009

Bilheteria de Watchmen continua caindo

No último final de semana, a adaptação de Zack Snyder para a obra de Alan Moore e Dave Gibbons arrecadou apenas US$ 6,7 milhões nos Estados Unidos e US$ 7 milhões no mercado internacional.

Com isto, o filme soma, até agora, US$ 158,2 milhões de bilheteria ao redor do mundo. O valor mal paga o investimento declarado na produção, de US$ 150 milhões, sem contar o que foi gasto com marketing.

Quem deve estar rindo da situação é a Fox, que mesmo sem colocar um dólar do bolso no longa-metragem, vai abocanhar 8,5% do faturamento nos cinemas graças ao acordo judicial fechado com a Warner.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Watchmen despenca nas bilheterias americanas

Em que pese tratar-se de um filme classificação “R” (menores de 17 anos acompanhados de pais ou responsáveis) e de longa duração (2h40), a adaptação de Zack Snyder para a obra de Alan Moore e Dave Gibbons não segurou o ímpeto do fim de semana de estréia.

Entre os dias 13 e 15, Watchmen, O Filme arrecadou parcos US$ 17,8 milhões nos Estados Unidos, uma queda de 67,7% na comparação com os US$ 55,7 milhões do primeiro fim de semana (6 a 8).

Ao redor do mundo, a queda não foi tão grande: US$ 21,3 milhões contra US$ 27,5 milhões no mesmo período.

No acumulado dos primeiros 10 dias de exibição, Watchmen arrecadou US$ 134,6 milhões. Ou seja, ainda não pagou os US$ 150 milhões investidos na produção.

A título de comparação, 300, do mesmo Zack Snyder (e uma adaptação muuuito menos aguardada) fez US$ 70,8 milhões no fim de semana de estréia e US$ 32,8 milhões no seguinte, nos Estados Unidos. Apesar de uma queda considerável (53,6%), foi um resultado absoluto e relativo melhor que o de Watchmen. Especialmente por se tratar de um filme mais barato: US$ 65 milhões.

Pronto. Agora os críticos podem comemorar.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Watchmen: US$ 83,2 milhões no fim-de-semana

O valor ainda é estimado, mas, segundo a Warner, a adaptação cinematográfica da minissérie de Alan Moore e Dave Gibbons arrecadou US$ 55,7 milhões nas salas americanas e US$ 27,5 milhões ao redor do mundo.

É a melhor estréia não só deste final de semana como também do ano. É, ainda, uma das melhores estréias da história em sua classificação etária, “R” (menores de 17 anos acompanhados dos pais ou responsável).

Não é a bilheteria dos sonhos da Warner, que projetava pelo menos US$ 70 milhões na bilheteria americana.

Na comparação com outras adaptações dos quadrinhos, o faturamento de estréia de Watchmen (considerando apenas os Estados Unidos) amarga o 12º lugar; com relação a outros filmes de classificação “R”, fica em sexto, atrás de Matrix Reloaded, A Paixão de Cristo, 300, Hannilbal e Sex and the City.

Antes que os críticos comecem a comemorar, devem levar em conta que Watchmen, apesar de sua legião de fãs, nem de longe goza da popularidade de um Batman ou Homem-Aranha; a classificação “R” afasta boa parte do público; e a extensa duração do filme, 2h40, limita o número de exibições diárias.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Mais Watchmen: Dr. Manhattan em Londres

Antecipando-se à estréia mundial do filme Watchmen no dia 6 de março, a Paramount promoveu um espetáculo sem precedentes em Londres nesta última quarta-feira, 4.

A imagem do Dr. Manhattan foi projetada no Rio Tâmisa, em um espelho d’água com 22 metros de altura por 30 metros de largura. Os organizadores garantem que é o maior espelho d’água do mundo e que foi criado especialmente para a ocasião.

O personagem, único com superpoderes em toda a trama de Watchmen, apareceu em sua forma brilhante, translúcida e azulada durante vários minutos. O famoso Smiley manchado de sangue e o logotipo da HQ também formam projetados na tela gigante de água.

No vídeo abaixo, você confere um pouco deste espetáculo.

DataTársis Informa: "Who watches the Nerds?"



Acredite se quiser: quando eu era adolescente não existia internet. Nem mp3, nem scans e, obviamente, não existiam downloads.

Assistíamos a Esquadrão Classe A dublado e ninguém reclamava. O humor da TV Pirata era escrachado, politicamente incorreto e absolutamente engraçado. Chavez era apenas um palerma de um cortiço que alegrava as tardes do SBT.

Nesse cenário, parece estranho imaginar que qualquer novidade demorava uns bons 10 anos para aportar aqui no Brasil.

Nesse estranho período, os anos 80, os gibis tiveram sua grande explosão. Em 1988, enquanto o mundo caminhava para grandes mudanças graças ao poder do computador pessoal, que seria popularizado na década seguinte, chegou às bancas brasileira, pela primeira vez, Watchmen.

Lembro que a minissérie publicada em 6 partes pela Editora Abril – e não em 12 como no original - causou mais furor que Batman: O Cavaleiro das Trevas (1987) de Frank Miller. A inocência e o bom mocismo dos super-heróis ocidentais tinha chegado ao fim.

Não foi difícil ficar maravilhado com a leitura daquela série. Não saber se os "aventureiros fantasiados" venceriam era incomum - exceto por Lobo Solitário e o brilhante desenho da Patrulha Estrelar. Mas afinal, os japoneses sempre foram mais sérios e trágicos.

21 anos depois de ler a história dos heróis problemáticos e de carater dúblio que pretendiam salvar o mundo, Watchmen está de volta com uma roupagem hightech. A mídia não é mais o gibi, mas o choque de sua história e sua densidade devem ser os mesmos.

Os informes do Jota dão conta de que a magia está toda ali. Eu mesmo assisti a 30 minutos do filme e fiquei impressionado. A obra de Alan Moore e Dave Gibbons parece perservada, apenas transposta para a telona.

Ainda bem, pois não há efeitos especiais que sobrevivam sem uma grande história. Basta manter a essência que a grandiosidade de um trabalho aparece, sempre.

Me senti muito sortudo por naquele longínquo 1988 ter conhecido o amadurecimento dos quadrinhos de super-heróis, exatamente no momento em que eu mesmo amadurecia.

E me sinto privilegiado agora por ter a oportunidade de ver a obra se expandir e ressurgir para un novo público que será levado a conhecê-la.

Afinal uma obra que trata de questões fundamentais não envelhece.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Papo de Quadrinho viu: Watchmen, O Filme

A convite da Paramount, Papo de Quadrinho assistiu ao filme numa sessão exclusiva para jornalistas.

Para que todos possam ler esta resenha sem perder o prazer de algumas descobertas, resolvi escrevê-la sem spoilers. Vamos a ela:

Watchmen, O Filme é tudo que se podia esperar e mais. Pela segunda vez, Zack Snyder provou que é possível adaptar uma HQ para o cinema mantendo a fidelidade. E neste quesito, Watchmen é o sonho dos fãs da obra de Alan Moore e Dave Gibbons. Muitos enquadramentos, a maioria, foram retirados diretamente da HQ.

É bem verdade que Watchmen, o quadrinho, é uma história fechada, muito diferente de um personagem que tem décadas de existência e em que é preciso selecionar os momentos mais marcantes de sua extensa mitologia.

Por outro lado, Watchmen é denso, complexo e cheio de referências. Snyder manteve a fidelidade não só na forma; foi fiel também ao clima do original: Watchmen, O Filme é denso, complexo e cheio de referências.

Zack Snyder tem total domínio da linguagem cinematográfica e de Watchmen, o quadrinho. Do último, soube extrair o que ela tem de essencial; da primeira, os recursos necessários para fazer um filme inteligível.

Como toda adaptação, esta também tem omissões, condensação de várias passagens e diálogos em uma única cena e, claro, invenções. Na verdade, mais que inventar, Snyder “estica” determinados momentos da HQ para dar “vida” àquilo que, nos quadrinhos, o leitor apenas imagina na transição de um quadro para outro, de uma página para outra.

O filme evidencia alguns fatos que, na HQ, são apenas insinuados (os quais não vou revelar aqui para, como disse antes, não estragar a surpresa). A comentada mudança no final está confirmada: nada de lula mutante gigante. Mas, na minha opinião, o roteirista encontrou uma solução bastante interessante.

De todas omissões, a que mais senti falta foi Bernard e Bernie, o jornaleiro e o garoto que lê Contos do Cargueiro Negro encostado na banca de jornal. Eles aparecem apenas naquele abraço final antes da explosão. Tudo indica que tenham sido sacrificados para que o filme ficasse de um tamanho minimamente comercial.

Só a abertura vale por um filme inteiro. Em intermináveis quatro minutos, ao som de Bob Dylan o espectador é apresentado a fotos e cenas dos Minutemen, o grupo de heróis dos anos 40 que antecedeu os Watchmen. O clima é “folk”, as imagens, lúdicas, resgatando o ambiente de inocência da Era de Ouro dos heróis.

O elenco é um capítulo à parte: Jackie Earle Haley é Rorschach, de máscara ou sem ela; Jeffey Dean Morgan é a figura tragicômica do Comediante.

Por outro lado, Patrick Wilson está muito bem como Daniel Dreiberg, mas fica um pouco seguro demais quando veste a fantasia do Coruja. O mesmo se pode dizer da segunda Espectral, personagem de Malin Akerman: a insatisfação com a vida forçada de heroína não fica tão evidente quanto no quadrinho.

O Ozymandias de Mattew Goode desaponta. Afetado demais, novo demais para o herói quarentão aposentado.

Carla Gugino está perfeita como a primeira Espectral nos momentos em que aparece jovem, atuando como uma Minutemen; no tempo presente, não foi “envelhecida” o suficiente para dar conta da senhora de 67 anos que vive num abrigo para idosos.

O Dr. Manhattan... bem, o Dr. Manhattan aparece quase que todo o tempo em CGI mas, mesmo assim, tem a dose de “interpretação” correta entre o semi-deus que vai se afastando da humanidade e o homem que ainda é capaz de manifestar sutis emoções.

A trilha sonora também merece destaque: o enterro do Comediante ambientado por The Sound of Silence, de Simon e Garfunkel, é de arrepiar. Quando o Comediante assassina a vietnamita que desfigura seu rosto, o que se ouve ao fundo é Me and Bob McGee, com Janis Joplin. E numa reunião de negócios de Ozymandias com um grupo de empresários, o auto-falante do prédio toca Everybody Wants to Rule the World ("todos querem governar o mundo"), do Tear For Fears.

Watchmen é um filme difícil. São 2h40 de informação ininterrupta; as cenas de ação, poucas. É um filme difícil até de classificar: não é suspense, não é aventura, não é nada parecido com o gênero de super-heróis. Está mais para um drama carregado de política, obsessão, insanidade.

Por isso, não estou certo se vai agradar a quem não é fã de quadrinhos ou desconhece a HQ original. Confesso que não consegui me abstrair, não consegui assistir ao filme com olhos de leigo. Estou curioso para saber como será a reação desta parcela do público.

Assista a Watchmen. Assista uma, duas, várias vezes. Da mesma forma que o quadrinho que deu origem ao filme – em que a cada nova leitura somos apresentados a detalhes que passaram despercebidos nas anteriores – assim é Watchmen, O Filme. É tão cheio de referências, tão cheio de detalhes que a cada nova audiência novas matizes vão se revelar.

Pode não ser o filme do ano, mas é um ótimo filme; pode não ser a melhor adaptação já feita dos quadrinhos, mas é uma ótima adaptação. Palavra de fã!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Watchmen viral: O decreto Keene

À medida que a estréia de Watchmen nos cinemas se aproxima, aumenta o número de produtos, trailers, clipes, eventos, livros, quadrinhos e tudo mais relacionado à trama do filme.

Não é segredo que o editor deste blog é grande fã da HQ de Alan Moore e Dave Gibbons e um dos mais entusiasmados com o longa-metragem. Por isso, na medida em que o tempo livre permitir, vou postando alguns destes “brinquedinhos” aqui.

O mais recente vídeo viral de Watchmen é uma espécie de “serviço público” que explica a importância do decreto Keene, aquele que, na trama, proibiu a ação de vigilantes mascarados a partir de 1977.

O vídeo apela para o patriotismo dos americanos, exibe cenas interessantes dos Minutemen – grupo que agia na década de 40 e antecedeu os Watchmen – e alerta para o perigo dos vigilantes mascarados, que tomaram para si o papel de juiz, júri e executores.

Clique aqui para assistir. Vale a pena.

Watchmen tem premiere mundial

A primeira exibição do filme de Zack Snyder baseado na HQ de Alan Moore e Dave Gibbons aconteceu na noite do dia 23 em Londres.

No lugar do tradicional tapete vermelho, o teatro Odeon West End foi decorado com um carpete nas cores preto e amarelo em que se via o título Watchmen e o famoso Smiley manchado de sangue.

A presença do elenco principal, do diretor e de Dave Gibbons, além de uma seleta platéia de convidados, atraiu uma pequena multidão para a porta do teatro, claro.


Malin Akerman (Espectral), Jackie Earle Haley (Rorschach), Jeffrey Dean Morgan (Comediante) e Dave Gibbons

Por aqui (o leitor deste blog já está cansado de saber), Watchmen estréia dia 6 de março.

De quebra, os produtores acabam de liberar um vídeo de três minutos centrado em dois dias do “diário de Rorschach”, narrando o início das investigações sobre o assassinato do Comediante.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Contos do Cargueiro Negro: 1º trailer



O site da MTV divulgou um pequeno (pequeno mesmo, só um minuto!) da animação da “história dentro da história” de Watchmen: Contos do Cargueiro Negro.

Durante a produção do longa-metragem que estréia dia 6 de março, foi divulgado que “Contos” não seria incluído na trama do filme por questões orçamentárias.

A solução encontrada pelo diretor Zack Snyder foi produzir a história em desenho animado e lançá-lo em DVD e Blu-Ray na onda do filme.

A boa notícia finalmente foi confirmada e trouxe um bônus: junto com “Contos”, sairá outra história paralela de Watchmen: a auto-biografia de Holis Mason, Sob a Máscara, em formato de minidocumentário.

Obviamente curti esta mostra do desenho, se bem que esperava um estilo mais “sujo”, fiel às HQs de piratas da EC Comics. Outra coisa que descobri neste trailer, é que a animação será narrada por Gerard Butler, o Leônidas do filme 300 (outra HQ transformada em filme por Zack Snyder). Boa!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Watchmen: Confirmada animação de Contos do Cargueiro Negro

Quem acompanha este blog já leu a respeito de vários produtos relacionados a Watchmen (livros, trilha sonora) que estão sendo lançados na esteira do filme, confirmada para 6 de março.

Para alegria dos fãs da obra de Alan Moore e Dave Gibbons, foram anunciadas mais duas novidades.

A primeira, e talvez mais importante, é a animação de Contos do Cargueiro Negro, história em quadrinhos fictícia narrada paralelamente aos eventos de Watchmen que conta a tentativa desesperada de um náufrago para salvar a cidade de Davidstown depois que teve seu navio atacado pelos sanguinários piratas do Cargueiro Negro.

O marinheiro chega a construir uma balsa com os cadáveres semi-decompostos de seus companheiros para deixar a ilha em que se encontrava. No caminho, enfrenta tubarões, a fome e a solidão e a loucura.

Contos do Cargueiro Negro será lançado em DVD e Blu-Ray dia 24 de março e trará, ainda, o mini-documentário Sob a Máscara, outra obra fictícia paralela à HQ de Watchmen. Sob a Máscara é a autobiografia de Holis Mason, o primeiro Nite Owl, e relata como ele se tornou o herói e a formação e os primeiros anos do grupo Minutemen.

No DVD, este mini-documentário será estrelado pelos mesmos atores que vivem, no cinema, os personagens citados: Carla Gugino (Sally Júpiter), Matt Frewer (Moloch), Stephen McHattie (Hollis Mason) e Jeffrey Dean Morgan (Comediante).

Quadrinhos animados
Dia 3 de março, a Warner lança Watchmen: The Complete Motion Comics, também em DVD e Blu-Ray.

Trata-se de uma “animação” dos 12 capítulos da HQ, com cerca de 30 minutos cada, mantendo a arte original de Dave Gibbons. Esta técnica – motion comics – adiciona movimentos, narração e vozes a painéis da HQ e, curiosamente, mantém os balões de fala.

Dito deste jeito, fica difícil entender. Então, assista a um trecho:



A adaptação foi supervisionada por Gibbons e produzida por Zack Snyder, diretor do longa-metragem Watchmen.

Tanto a versão em DVD quanto o Blu-Ray trarão uma entrada de cinema para o filme e cenas exclusivas.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Editora Aleph lança "Os Bastidores de Watchmen"

Finalmente chega ao Brasil Watching the Watchmen, livro em que o artista Dave Gibbons relata o processo de criação de uma das obras em quadrinhos mais cultuadas do mundo.

Os Bastidores de Watchmen traz o estudo dos personagens, correspondências, anotações, esboços e muito material de arquivo. Foi escrito por Gibbons em parceria com os designers Chip Kidd e Mike Essl.

A Editora Aleph assegura que a versão em português tem ainda material exclusivo não incluído na versão original, lançada nos Estados Unidos em outubro passado.

SERVIÇO:
Os Bastidores de Watchmen
Dave Gibbons, Chip Kidd e Mike Essl
Tradução: Ricardo Giassetti
Capa Dura, 280 páginas, Formato: 20,8 x 27,6 cm
Preço: R$ 124,00

Ainda sobre Watchmen, esta semana a Warner liberou a versão final do pôster do filme (veja abaixo). Vamos combinar: poderiam ter caprichado um pouco mais...

domingo, 25 de janeiro de 2009

Trilha sonora de Watchmen tem de My Chemical Romance a Nat King Cole

No embalo da estréia do filme – finalmente confirmada para 6 de março – a Warner anuncia o lançamento do CD com as músicas escolhidas para a adaptação da HQ de Alan Moore e Dave Gibbons.

O disco abre com a interpretação da banda emo My Chemical Romance para a música “Desolation Row”, de Bob Dylan (o líder da banda, Gerard Way é notório leitor de quadrinhos e co-autor de The Umbrella Academy juntamente com o brasileiro Gabriel Bá).

Depois disso, vem Bob Dylan no original, Janes Joplin e Jimi Hendrix, certamente para ambientar a parte da trama que se passa na Guerra do Vietnã.

De resto, alguns clássicos da música norte-americana: Nat King Cole, Billie Holiday ("You're my thrill", a canção que Nite Owl coloca para tocar depois que resgata algumas pessoas de um incêndio) e Nina Simone ("Pirate Jenny", que vai cobrir os créditos finais da animação Contos do Cargueiro Negro, que sairá em DVD simultaneamente a Watchmen).

Agora o mais bacana: a trilha sonora de Watchmen será lançada em CD e disponibilizada para download dia 3 de março, e em numa versão em VINIL que sai dia 17.

Veja a lista completa das canções que vão embalar a mais esperada adaptação cinematográfica dos últimos tempos:

1. Desolation Row – My Chemical Romance
2. Unforgettable – Nat King Cole
3. The Times They Are A-Changin' – Bob Dylan
4. The Sound Of Silence – Simon & Garfunkel
5. Me & Bobby McGee – Janis Joplin
6. I'm Your Boogie Man – KC & The Sunshine Band
7. You're My Thrill – Billie Holiday
8. Pruit Igoe & Prophecies – The Philip Glass Ensemble
9. Hallelujah – Leonard Cohen
10. All Along The Watchtower – Jimi Hendrix
11. Ride of the Valkyries – Budapest Symphony Orchestra
12. Pirate Jenny – Nina Simone

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Tablóide de Watchmen ganha versão virtual


Como parte da estratégia de divulgação do filme Watchmen, que estréia dia 6 de março, a Warner criou uma versão virtual do tablóide The News Frontiersman.

Para quem não está habituado com a HQ de Alan Moore e Dave Gibbons, o New Frontiersman é o jornal ultra-consevador e sensacionalista lido por Rorschach e que se posiciona ao lado dos heróis contra a perseguição movida pelos "comunistas".

A versão virtual apresenta fatos da HQ como se fossem a pauta de reportagens reais: há cenas do local do assassinato da heroína Silhouette e sua parceira, relatos das primeiras aparições do Dr. Manhattan na base de Gila Flats, uma foto do herói Mothman sendo internado e uma impagável foto do astronauta Neil Armstrong logo após seu pouso na Lua, tirada pelo... Dr. Manhattan!

Na pasta em que se encontram os documentos das matérias, dá para ver uma imagem promocional do filme pornográfico do produtor King Taylor estrelado por Sally Júpiter.

Recentemente, foi incluído no site o vídeo abaixo, com uma suposta reportagem da NBS sobre o surgimento do Dr. Manhattan.



Para quem é fã de Watchmen (a HQ), as referências visuais do New Frontiersman são de encher os olhos. Fique atento a este site pois mais novidades devem aparecer até a estréia do filme.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Watchmen: acordo sai hoje

Warner e Fox vão apresentar na manhã desta sexta-feira um acordo para o juiz federal Gary Feess e solicitar o encerramento do processo.

Os termos do ajuste entre as partes ainda não foi revelado, mas especula-se que envolva o pagamento de uma quantia considerável de dinheiro para a Fox, que também terá uma porcentagem da bilheteria. Por outro lado, o estúdio não terá qualquer outro direito sobre o filme nem irá distribuí-lo.

A Warner, por sua vez, garante que vai insistir para que o produtor Larry Gordon – que no final das contas parece ser o causador de toda essa confusão – assuma as despesas processuais.

Vamos esperar o anúncio do acordo...

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

EUA: As HQs mais vendidas em 2008

Para quem acompanha o ranking mensal divulgado pela Diamond Comics, maior distribuidor mundial de quadrinhos em língua inglesa, a lista das HQs mais vendidas no ano que acabou não traz nenhum surpresa.

A Marvel emplacou nove revistas entre as 10 primeiras colocadas graças a mais uma saga: Secret Invasion. A DC emplacou apenas Final Crisis #1 no nono lugar.

A editora do Superman dá o troco na lista dos TPB (encadernados) mais vendidos, com sete títulos entre os 10 primeiros.

O destaque aqui fica para uma autor e uma época: os dois encadernados mais bem colocados são reedições de obras de Alan Moore dos anos 80: Watchmen e A Piada Mortal.

Obviamente, a superioridade da Marvel nos títulos mensais refletiu-se no market share (a fatia que cada editora abocanha do mercado total). A Casa das Idéias ficou com 45,82% de tudo que foi vendido em 2008 em termos de exemplares e com 40,81% do faturamento. A DC, com 31,67% e 29,94% respectivamente.

Assim que saírem os estudos com os quantidades de exemplares vendidos, divulgaremos aqui.

Veja a lista das HQs mais vendidas em 2008:

1) Secret Invasion #1
2) Secret Invasion #2
3) Secret Invasion #3
4) Secret Invasion #4
5) Secret Invasion #5
6) Secret Invasion #6
7) Uncanny X-Men #500
8) Secret Invasion #7
9) Final Crisis #1
10) Secret Invasion #8

Encadernados mais vendidos em 2008:

1) Watchmen
2) Batman: The Killing Joke
3) Joker
4) Y The Last Man Vol. 10
5) Walking Dead Vol. 8
6) Batman: The Dark Knights Return
7) Fables Vol. 10
8) Wanted
9) Buffy The Vampire Slayer Season 8 Vol. 2
10) Y The Last Man Vol. 1

Market Share 2008

Marvel: 45,82% (unidades) e 40,81% (faturamento)
DC: 31,67% e 29,94%
Dark Horse: 5,05% e 4,49%
Image: 3,32% e 3,73%
IDW: 2,92% e 3,08%
Outras: 11,22% e 15,95%